domingo, março 21, 2021

4/13 - A TERRA JOVEM II

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Colossenses 1.15-20: A obra plena de Cristo


INTRODUÇÃO

Os capítulos de 5 a 11 do livro Gênesis nos dão as genealogias de Adão a Noé e de Noé a Abraão. Essas genealogias dão a idade do patriarca quando filho nasceu e quantos anos depois daquele nascimento o patriarca viveu. Logicamente esses capítulos podem fornecer uma cronologia confiável. Essa metodologia evita erros de anos perdidos, porque a idade do pai é dada quando o filho nasce. Exemplo, Enoque é neto ou bisneto de Jarede, mas a informação é que Enoque nasceu quando Jarede tinha 162 anos de idade.

No evolucionismo não há um ponto de convergência, de concordância sobre o que é exatamente um ser humano. As datas para o primeiro ser humano variam de 200 mil a 400 mil anos atrás ou mais. No Criacionismo da Terra Jovem, usando a metodologia de genealogia bíblica, como o ser humano foi criado no sexto dia literal, isso coloca a criação do universo um pouco mais de 6 mil anos, portanto, um universo jovem.

Alguns criacionistas da Terra jovem sugerem que Adão tenha sido criado de 10 mil a 12 mil anos atrás. Usando o Criacionismo Científico, para estimar a idade do universo, usando a temperaturas de radiação de fundo (radiação eletromagnética que preenche todo o universo), chega-se à conclusão que o universo tem alguns milhares de anos e não os 13,7 bilhões de anos.

4.1 – VISÃO TEOLÓGICA DA TERRA JOVEM

Deus disse seis vezes diz que a criação era “boa” e no final do sexto dia era tudo “muito bom”, exceto enquanto Adão estava só. Portanto, não havia morte antes da Queda. A criação pré-queda era perfeita. O endereço: https://answersingenesis.org/sin/effects-of-the-fall-on-the-physical-creation-a-biblical-analysis/ (acesso em 21 de março de 2021), disponibiliza uma abordagem ampla sobre uma análise bíblica mostrando os efeitos da queda na criação física.

“Essa maldição sobre toda a criação é descrita em Romanos 8.19-23. Paulo nos diz que a Criação não humana foi sujeita à futilidade e colocada em escravidão à corrupção. A “Criação inteira” está gemendo e sofrendo (v.22), esperando ansiosamente ser libertada de tudo isso quando Jesus vier novamente e der aos cristãos seus corpos ressurretos” [1]. O Senhor Jesus virá novamente para acabar com o pecado, suas consequências também na criação não humana. Não haverá mais sofrimento porque a maldição de Gn 3 será removida conforme Ap 21.3-5; 22.3. Para o cristão a história ocorre de acordo com a Palavra de Deus sendo criação, queda, redenção e restauração de tudo. Mas a história evolucionária contradiz essa realidade.

Para a história evolucionária, o mundo não começou bom e depois é que ocorre a queda. Exatamente em sentido contrário, havendo em bilhões de anos um aparecimento de vida simples para complexas e sempre ocorrendo morte, doença, comportamento carnívoro (A Bíblia dia que no início era a alimentação geral vegetariana), desastres naturais e impactos de asteroides, que têm sido uma das forças causadoras da mudança no processo de evolução. Os evolucionistas argumentam que o registro fóssil, por suposição formado em milhões de anos antes do homem, defendem a tese de cinco grandes eventos extinguiram de 60% a 90% das espécies. Como também espinhos e cardos encontrados em camadas rochosas de 300 a 400 milhões de anos atrás.

4.2 – ENXERGANDO BEM ESSA CONTRADIÇÃO

Sobre essa contradição, que a desarmonia em tudo ocorre após a queda, antes sendo plena harmonia, o que muitas vezes nem alguns cristãos enxergam, o famoso historiador da ciência, Ronald Numbers, e agnóstico (aquele que crer que é impossível afirmar com certeza que Deus existe ou não), comentou essa matéria:

“Para os criacionistas, a história é baseada na Bíblia e na crença que Deus criou o mundo de 6 a 10 mil anos atrás. [...] Nós humanos éramos perfeitos porque fomos criados à imagem de Deus. E então houve a Queda. A morte aparece e todo o relato [na Bíblia] se torna de deterioração e degeneração. Então, temos Jesus no Novo Testamento, que promete a redenção. A evolução inverte isso completamente. Com a evolução, você não começa com nada perfeito, você começa com pequenas coisas primitivas, que evoluem para macacos e, finalmente, para humanos. Não há um estado perfeito do qual cair. Isso torna todo o plano de salvação tolo porque nunca houve uma queda. O que você tem, então, é uma teoria do progresso, de animais unicelulares a humanos, e uma visão muito diferente da história, e não apenas da história humana” [1].

CONCLUSÃO

Aceitar a teoria da evolução, é negar o plano de redenção de Cristo Jesus, é crer que a redenção no nosso Senhor Jesus Cristo, é história tola. At 3 deixa bem claro: “20a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designado para vocês, a saber, Jesus, ao 21qual é a necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade’. O apóstolo Paulo escrevendo aos colossenses, em Cl 1.15-20, declara essa restauração de todas as coisas além de trazer a paz pelo seu sangue.

Esse detalhe de acatar o evolucionismo é negar a obra redentora do Senhor Jesus nos remete a primeira abordagem desta sequência, ou seja, é abraçar o secularismo que é uma forma sutil de ateísmo. O evolucionismo não fala em restauração porque tudo partiu do caos e pela entropia (desgaste crescente) tudo caminha para um caos maior. A Bíblia termina a sua mensagem com tudo novo: o novo céu e a nova terra e a nova Jerusalém. “O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Ap 21.7).

CONFIRMAÇÃO

“O Espírito é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.14).


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.


Parnamirim, RN, 21 de março de 2021

A graça seja com todos nós.

Otoniel Medeiros




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