sábado, março 27, 2021

5/13 - O CRIACIONISMO E O DILÚVIO

 

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Gênesis 7.17-24 – O dilúvio

INTRODUÇÃO

O dilúvio de Noé é muito importante em relação a idade da terra porque tem uma dimensão de catástrofe global e de rearranjo radical do nosso planeta, o que a maioria dos cristãos não faz essa relação com a idade da terra e muitos até negam que foi uma catástrofe global. A Bíblia é muito clara em dizer que o propósito do dilúvio era destruir os seres humanos e todos os animais terrestres e aves que não estavam na arca.

Isaias fala que as águas de Noé não mais inundariam a terra (Is 54.9). Ezequiel (Ez 14.14-20), também se refere a Noé como um fato histórico. O evangelista Lucas descreve (Lc 3.23-38) a genealogia como realidade histórica ligando Adão a Jesus. Pedro, num relato histórico, quanto o julgamento de Sodoma e na certeza plena que o Senhor Jesus virá novamente, como declarações indiscutíveis (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.4-6; e 3.3-7). Ora, se o Senhor Jesus assegurou a autenticidade histórica do dilúvio e uma ocorrência sinalizadora do julgamento vindouro, quem somos nós para contestarmos a veracidade histórica do dilúvio.

Para estudar detalhadamente o dilúvio de Noé como catástrofe histórica global, acesse o link: https://answersingenesis.org/noahs-flood/ (acesso em 27 de março de 2021). E a partir deste link dispõe-se de uma abordagem com base bíblica como: Evidências surpreendentes do dilúvio de Noé; Evidências geológicas para o dilúvio de Gênesis; Onde estão os fósseis pré-diluvianos?; Camada de carvão e inundação de Noé; O dilúvio de Noé cobriu a terra inteira. Portanto, as extravagantes aproximações da idade da terra feitas pela teoria evolucionista, nega o relato bíblico que os profetas e o Senhor Jesus confirmaram como verdade histórica, catastrófica e global. Portanto, o dilúvio de Gênesis como rearranjou radicalmente a terra, confunde a teoria evolucionista que descarta totalmente a fundamentação da Bíblia.

5.1 – O DILÚVIO FOI GLOBAL E CATASTRÓFICO

Como o dilúvio era para destruir todo ser vivo na superfície da terra (Gn 6.7-13), não poderia ser uma inundação regional, não precisaria da arca. Conforme Gn 7.19-20, as águas cobriram excessivamente todos os altos debaixo do céu. Foram 371 dias até o solo secar o suficiente para o desembarque, nenhuma inundação local poderia durar tanto tempo. Deus prometeu (Gn 9.10-17) não mais destruiria a terra com outro dilúvio, se fosse local a promessa não foi cumprida. O juízo vindouro segundo Pedro (2 Pe 3), que é universal, é advertido pelo exemplo do dilúvio: juízo universal.

Conforme o relato de Gênesis, para ter cumprido o propósito de destruir a terra, porque esta estava corrompida, era necessário ter a dimensão catastrófica, como foi (Gn 7.11), está claro que havia duas fontes de água, águas subterrâneas e chuva. Em Gn 7.12, esclarece que choveu globalmente e continuamente por 42 dias de 24 horas. Além dessa catastrófica chuva, os mananciais de profundidade são rompidos (Gn 7.1; Gn 8.2). Gn 7.1 e Jz 15.19, têm relações com rompimento de camadas de rochas. Leia também Nm 16.31 e Zc 14.4, como outros exemplos em situações diferentes. Essas atividades tectônicas em toda a terra causaram destruição além do que podemos imaginar.

5.2 – ISAÍAS, JESUS E OS APÓSTOLOS CONFIRMAM UMA TERRA JOVEM

O Senhor Jesus confirmou que Adão e Eva foram criados no início da criação e não bilhões de anos depois de Gn 1.1, conforme Mc 10.6; 13.19; Lc 11.50-51. Em Rm 1.20, o apóstolo Paulo deixa claro a linguagem da terra jovem. Ele crê que a criação é um ato direto de Deus de acordo com a Bíblia, portanto uma terra jovem e não uma terra criada e bilhões de anos depois por obra do acaso, surge a vida embrionária espontaneamente. Paulo confirmava a sua leitura do Sl 19.1, escrito mil anos antes, que tudo é obra das mãos de Deus. E o Sl 97.6 que Paulo cria que os céus são anunciadores da glória de Deus e Jó já tinha dito mil anos antes de Davi em Jó12.7-10.

“Da mesma forma, Isaías 40.21 implica que o profeta era um criacionista da Terra jovem. O paralelismo do verso mostra que ‘desde o princípio’ e ‘desde os fundamentos da terra’ (versão King James) referem-se ao mesmo ponto no tempo. O que as pessoas dos dias de Isaías conheciam sobre Deus é o que as pessoas (Adão e Eva, Caim e Abel etc.) conheciam desde a fundação da terra (começo da criação), que é também o que todos os idólatras dos dias de Paulo conheciam, e os ateus ao longo da história conheceram e hoje em dia conhecem. É um tolo quem diz que não há Criador, pois sua glória é vista em sua Criação (Salmos 14.1; 19.1)”.

5.3 – O PAPA FRANCISCO E O DILÚVIO

Recentemente o papa Francisco, no dia 01 de março de 2021 (https://justthenews.com/nation/religion/pope-francis-warns-another-great-flood-global-warming-if-we-continue-along-same, visto em 27 de março de 2021), diz em entrevista alguns conceitos não bíblicos sobre o dilúvio que agride frontalmente os cristãos, dando pleno crédito aos especialistas em vez da Palavra de Deus. Para o papa Francisco a palavra dos especialistas está acima da Bíblia. Apesar dele considerar o dilúvio bíblico um mito, em relação ao clima ele diz, conforme especialistas, pode haver um dilúvio universal. Sabemos pela Palavra que outro dilúvio nas dimensões do ocorrido é impossível segundo Gn 9.12-15. Com certeza há e sempre haverá crises climáticas regionais por diversas causas pela ação humana ou não, mas não podemos esquecer Gn 8.22: “Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”. É promessa do Senhor. Se assim não acontecer, é juízo de Deus, e o Senhor já terá vindo, mas teremos novo céu e nova terra. O evento global previsto pela Palavra, punitivo é com fogo (2 Pe 3.7). Mas o Senhor já providenciou a salvação de tudo: Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

A história secular data a Grande Pirâmide por volta de 2550 aC O dilúvio nos dias de Noé ocorreu por volta de 2350 aC, alguma coisa está errada. A Grande Pirâmide de Gize não apresenta danos provocados por água. A pirâmide foi construída sobre camadas de rochas que contém fósseis do dilúvio de Gênesis. A palavra “Egito” é Mizraim e Mizraim era neto de Noé, filho de Ham, pós-diluvianos. Observa-se que a datação história evolucionista como não leva em consideração as profundas transformações que a terra sofreu com o dilúvio, comete erros graves. O caso do vinho novo nas bodas em Caná da Galileia (Jo 2.1-12), houve um milagre do Senhor Jesus para alterar o tempo aparente do vinho. Para a data da terra, os evolucionistas, como não creem, não levam em consideração o trauma sofrido pela terra com o dilúvio. Cremos, como criacionista, que a terra é jovem e que o dilúvio bíblico é o grande divisor de águas entre a enorme diferença de datação da terra entre os criacionistas e os evolucionistas.

CONFIRMAÇÃO

“e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo ímpio” (Is 2.5).



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim, RN, 27 de março de 2021


A graça seja com todos nós.


Otoniel Medeiros

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