sábado, abril 03, 2021

6/13 - EVOLUÇÃO: UMA COSMOVISÃO ANTIBÍBLICA

 

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Salmos 19 – A excelência da criação e da palavra de Deus


INTRODUÇÃO

Até o início do século XIX a crença quase universal da igreja era a da Terra jovem; as visões criacionistas da Terra antiga e teísta evolucionária são propostas relativamente recentes. O controle naturalista da ciência não teve origem com as ideias evolucionárias de Darwin; cinquenta anos antes, deístas, ateus e até cristãos, tentaram desvendar a história das rochas e fósseis com rejeição a Gênesis 1-11, as vezes usando sem conhecimento, as suposições do naturalismo. James Hutton, escocês, considerado o pai da geologia moderna, descartou as verdades bíblicas.

Essa proposta evolucionária não foi resultado de buscas imparciais da verdade, mas suposições derivadas torrencialmente numa cosmovisão antibíblica. Darwin aplicou os mesmos princípios à biologia, ou seja, processos lentos, graduais e naturais à origem dos seres vivos. Os astrônomos levaram essas “suposições” em suas hipóteses desenvolvendo a teoria da evolução das estrelas, galáxias e o cosmos. As claras evidências para o dilúvio, sempre estiveram impressas em toda a terra, mas a maioria dos cientistas descartam todas essas evidências por causa de seus preconceitos antibíblicos.

Há cristãos que creem numa criação evolucionária, os criacionistas progressistas da Terra antiga, partindo do princípio de uma linguagem de Gênesis de forma poética, que a criação não dá uma mensagem sobre o criador e entre outros detalhes não aceitam a criação amaldiçoada porque a humanidade mudou, mas as leis físicas, não. A idade da criação tudo indica que não é um problema para salvação, estamos falando para cristãos criacionista para uma criação alongada no tempo, porque para os ateus, a Bíblia não faz nenhum sentido. Mas por que tanto envolvimento pela defesa do criacionismo da Terra jovem? Porque isso pode afetar pessoas que estão sendo evangelizadas. Essa forma seletiva de crer em partes da Bíblia pode relativizar a palavra de Deus, não ter a Bíblia como palavra de Deus infalível, criando dúvidas e rejeitar o próprio evangelho.

6.1 – UMA QUESTÃO DE EVANGELHO

A morte é um inimigo, o último a ser destruído (1 Co 15.26); as vestes de pele de Adão e Eva (Gn 3.21), foi a primeira morte; sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9.22), aguardando o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), para morrer por todos nós uma vez por todas (Hb 10.10-14). Não é possível haver morte antes da Queda porque Deus viu que tudo que havia criado era muito bom (Gn 1.31). Se já havia morte, doença, derramamento de sangue e sofrimento antes do pecado, todo esse mal “natural” seria culpa de Deus e não culpa nossa. Portando, a proposição da Terra antiga tem uma visão de mal natural e de morte que é incompatível com o ensino da palavra de Deus, incompatível com o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus não criou um mundo “muito ruim” como é agora, mas “muito bom”; o que ocorre é o peso da maldição justa de Deus a partir da Queda. Para resgatar toda a criação arruinada pelo pecado, Deus sempre teve plano amoroso e auto sacrificial para resgatar a humanidade e redimir toda a criação (At 3.21; Cl 1.15-20), o Cordeiro morto desde a criação do mundo (Ap 13.8). “Então, acreditar em milhões de anos é uma questão que envolve o evangelho. Essa crença, em última análise, contesta o caráter do Criador e Salvador e mina a fundação que salva a alma” [1].

Essa particularidade de crer, na essência do evangelho, para remissão humana e regate de todas as coisa, novos céus e nova terra (Ap 21), tudo indica que precisa de muita neutralidade e confiança plena na palavra de Deus, a Bíblia sagrada, que não muda com o tempo, já é plena. “Um abismo chama outro abismo, [...]” (Sl 42.1). A seletividade de crer apenas em parte da Bíblia pode levar a uma “entropia” cristã crescente, ou seja, a um desgaste contínuo na fé, que é prova e certeza (Hb 11.1). Em Salmos 1.1, temos um destaque preciso do que seja degradação da fé: “Bem-aventurado é aquele não anda, no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. A inversão é que o não bem-aventurado ele inverte: passa a andar, depois se assenta e chega a se deter, é uma sequência de decadência. Essa condição de ajuste fino de fé com a palavra de Deus, requer muito conforto interno e coração tranquilo (1 Jo 3.20-21).

6.2 – GÊNESIS 1-11 É FUNDAMENTAL PARA O EVANGELHO

(https://answersingenesis.org/age-of-the-earth/does-the-gospel-depend-on-a-young-earth/ , acesso em 03 de abril de 2021).

Os métodos falíveis que os secularistas usam para datar o universo logicamente não vem das escrituras, portanto, não podemos sobrepor ideias falíveis à palavra de Deus. O evangelho pode ser resumido pelos textos bíblicos: 1 Co 15.17 diz: “Se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é fútil; você ainda está em seus pecados!”. Em Jo 3.3: “Em verdade vos digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Rm 10.9 explica claramente: “Se você confessar com a sua boca, o Senhor Jesus como Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo”. A Escritura ensina claramente que a salvação está condicionada à fé em Cristo, sem nenhuma exigência sobre o que se acredita sobre a idade da terra ou do universo. “Assim que você abre mão da autoridade da Bíblia em uma área, você destranca uma porta para fazer a mesma coisa em outras áreas. Uma vez que a porta do acordo é aberta, mesmo que apenas um pouco entreaberta, as gerações subsequentes empurram a porta ainda mais. Em última análise, esse compromisso foi um fator que contribuiu muito para a perda da autoridade bíblica em nosso mundo ocidental” (HAM, Ken).

“O que quero dizer é que acreditar em uma terra jovem não afetará em última instância a salvação de alguém, mas com certeza afetará as crenças daqueles que essa pessoa influência sobre como abordar as Escrituras. Acreditamos que tal compromisso na Igreja com milhões de anos e a evolução darwiniana contribuiu muito para a perda do fundamento cristão na cultura” (HAM, Ken).

CONCLUSÃO

A visão ateísta evolucionária, é frontalmente contrária à palavra de Deus. O criacionismo progressivo da Terra antiga, contribui para a desagregação do fundamento cristão na cultura, podendo relativizar a palavra de Deus e impedir a evangelização de pessoas. “[...] Martinho Lutero pregando as Noventa e Cinco Teses na porta da Igreja de Wittenberg, eu e minha equipe da Answers in Genesis, juntamente com Lutero, dizemos que nossas consciências estão cativas à Palavra de Deus. A menos que sejamos persuadidos pelas Escrituras de que estejamos errados, não negaremos nosso ensino e defesa da criação da Terra jovem, que historicamente é a fé biblicamente ortodoxa da igreja” [1].

CONFIRMAÇÃO

1 Tm 3: “16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim, RN, 03 de abril  de 2021


A graça seja com todos nós.


Otoniel Medeiros

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