5 – ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA – Decisões na Igreja

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Segundo Heilborn: “Administração, em sua conceituação tradicional, é definida como um conjunto de princípios e normas que tem por objetivo planejar, liderar, coordenar e controlar os esforços de um grupo de indivíduos que se associam para atingir um resultado comum”.

O meu objetivo com este texto é refletir sobre tomada de decisão colegiadamente em meu ambiente de observação eclesiástica. Tenho acompanhado importantes decisões onde se adota um sistema de decisão majoritário, predominando a proposta com o maior número de votos. Se o número de votantes for ímpar a maioria pode ser de um voto; se par, dois votos.

Conheço organização onde as decisões mais importantes são pelo consenso e não por voto majoritário. Quero analisar duas decisões da Igreja Primitiva, a escolha do substituto de Judas Iscariotes, Matias (At 1.12-23); a outra é sobre o Concílio de Jerusalém (At 15.1-36).

A ESCOLHA DE MATIAS (At 1.12-23)

O salmista profeticamente havia dito sobre Judas Iscariotes: “Seja a sua vida curta, e outro ocupe o seu lugar” (Sl 109.8). Os demais apóstolos não foram substituídos. A escolha estava entre duas indicações que obedeciam com precisão os critérios estabelecidos, José, chamado Barsabás, também conhecido como Justo e Matias.

Oraram e tiraram sortes, e a sorte caiu sobre Matias. Este ato de tirar sorte foi um ato judaico, depois do Pentecostes não seria necessário com a descida do Espírito Santo. “E por voto comum foi contado com os onze apóstolos” (At 1.26).

Interessante que a confirmação da escolha de Matias foi por voto comum, voto de consenso, não foi uma eleição majoritária; se assim fosse, seria até possível que, um ou dois votos majoritários estariam escolhendo Matias.

O CONCÍLIO DE JERUSALÉM (At 15.1-36)

Nesta Assembleia foi resolvida uma importante questão doutrinária; também não por voto majoritário. Esta foi a palavra final dos apóstolos: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” (At 15.28).

Concluo que decisões obtidas pelo voto majoritário têm maior probabilidade de não representar a vontade Deus.

Abraços,

Otoniel Medeiros

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