terça-feira, janeiro 08, 2019

CRISTÃO COM DEPRESSÃO, PODE?


Otoniel M. de Medeiros

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma?” (Sl 42.5).

INTRODUÇÃO

      A depressão tem sido chamada também de doença da alma, considerada a tristeza do mundo todo numa pessoa só. Escrevemos esse texto baseado no livro Depressão e Graça de Judith Kemp que, em 1977, mergulhou nesse profundo abismo de depressão.

      Judith Kemp é missionária no Brasil desde 1967 é casada com Jaime Kemp. Fundaram a Missão Vencedores por Cristo, ministério voltado para o discipulado de jovens por meio da música e das artes. Em 1998 seu esposo fundou a Associação Lar Cristão (voltada principalmente para edificação à família. É enfermeira, palestrante e escritora.

      A história da igreja também relata o mesmo tipo de sofrimento enfrentado por cristãos como: John Bunyan (autor do livro O peregrino), Martinho Lutero (líder da Reforma Protestante), Hudson Taylor (o grande missionário que não escondia suas experiências de andar com Deus no escuro), George Mueller (missionário inglês usado por Deus mesmo em meio a crises de depressão), Amy Carmichael (missionária), C. S. Lewis (escritor) e Charles Spurgeon (pregador).

      Judith Kemp passou um ano deprimida e escreveu esse livro 23 anos depois, curada pela dimensão da graça de Deus. Nosso objetivo aqui é procurar entender pessoas que entraram por esse túnel escuro e assustador, cristão ou não, que há uma forte mensagem de esperança na Palavra de Deus também de cura para depressão.

POR QUÊ?

      Judith Kemp relata que tinha tudo para uma vida normal, feliz, mas não tinha uma resposta para a causa da depressão. Não tinha respostas. Tinha sim, muitas perguntas. A questão mais desalentadora é que a depressão não tinha razão de ser. A depressão, pela experiência dos que sofrem ou já passaram por esse vale de dores, é que não afeta apenas a alma. Ela invade todas as áreas da vida.

      “Somos corpo, alma e espírito (1 Ts 5.23). Uma parte não pode ser separada do todo. Problemas emocionais causam problemas físicos, e vice-versa. Também creio firmemente que as pessoas deprimidas têm grande necessidade de apoio, de assistência emocional e espiritual”. Consequentemente um tratamento está associado ao outro.

      A depressão pode ser um agente facilitador para o mal enviar suas setas inflamadas contra o debilitado, o doente (Ef 6.16), que pode ser também sob a forma de pensamentos vindos do inferno, são formas de dardos inflamados do Maligno. O uso do escudo da fé é indispensável. “Devemos levar as cargas uns dos outros sem o peso de ter que resolver o problema”. Judith Kemp considera algumas pessoas bíblicas que passaram por momentos deprimidos, como:  Davi (Sl 42), Jonas (Jn 4.3), Elias (1 Rs 19), Jeremias (Jr 20.18) e Jó (10.1).

CONCLUSÃO

      Judith Kemp testemunha a sua cura que foi uma obra da graça de Deus, graça preciosa e restauradora do Senhor Jesus, real e abundante.

      A missionária Kemp tira uma conclusão: “Logo me lembro, porém, de como me sentia e reconheço que uma das razões de Deus ter me confortado durante meu sofrimento foi para que depois eu pudesse confortar outras pessoas (2 Co 1.3-4)”.

Martins – RN, 08 de janeiro de 2019

Na surpreendente graça do Senhor Jesus Cristo,

Otoniel Medeiros

sexta-feira, novembro 16, 2018

A GRANDE TRIBULAÇÃO

(Como nos dias de Noé)
Otoniel Marcelino de Medeiros


Mt 24.37: "Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do filho do homem."

Dn 12.1: "Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro."

INTRODUÇÃO

Abordamos este conteúdo, a grande tribulação, para em seguida falarmos sobre a vinda do Senhor Jesus, o milênio e o novo céu e a nova terra apresentando as diversas escolas escatológicas sobre a vinda do Senhor Jesus em relação a grande tribulação.

A GRANDE TRIBULAÇÃO

O Senhor Jesus destaca de forma sinalizadora a grande tribulação - Mt 24.21: “Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.” Leia Dn 12.1.

O juízo de Deus atua fortemente sobre o mundo neste período (Ap 6.1-17; Ap 8.1-14). Deus libera o juízo:

  1. Cavalo branco (Ap 6.2), uma representação do Anticristo. Leia também Zc 6.1; Mt 24.15; 2 Ts 2.1-11.
  2. Cavalo vermelho (Ap 6.4), uma visão simbólica de guerra. Leia Mt 10.34.
  3. Cavalo preto, (Ap 6.5), representando a fome como consequência da guerra.
  4. Cavalo amarelo (Ap 6.8), simbolizando a pestilência e a morte.

O anticristo, poder político mundial, atua conjuntamente com o falso profeta, poder religioso, que são expressões malignas do dragão, formam um trio vencidos pela grandeza do poder do Senhor Jesus. Destaquemos Ap 16.13: “Então vi saírem da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs”.

A grande tribulação é sequenciada pelo retorno visível do Senhor, Mt 24.29-30: "29Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’.
30Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória.” Leituras indicadas Mt 24.21-29; Ap 3.10; Jr 30.4-7; Is 24.17-21; Zc 14.1-3.

Ainda sobre a Grande Tribulação a Bíblia apresenta:

a)    Daniel chama de uma tribulação jamais dante experimentada (Dn 12.1).
b)   Mateus descreve-a como a Grande Tribulação (Mt 24.21-29).
c)    João diz que é a "hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra" (Ap 3.10).
d)   Jeremias chama de "tempo de angústia para Jacó" (Jr 30.4-7).
e)    Tanto Isaías quanto Zacarias fazem referências dessa indignação de Deus contra os habitantes da terra que não creem no Senhor Jesus (Is 13.11; Is 24.17-21 e Zc 14.1-3).

Esse é o grande dia da ira de Deus sobre as nações (Ap 6.12-17). Haverá guerras, e pelo menos metade da população da terra será morta (Ap 6.4-8; 9.15-18). As pessoas serão queimadas, haverá grandes terremotos e enormes granizos. As cidades cairão e as ilhas e montanhas desaparecerão (Ap 16.8-9; 18.21).

Haverá entre a humanidade um grupo de pessoas que foram compradas como primícias para Deus e para o Cordeiro, sendo irrepreensíveis diante do trono de Deus (Ap 14.1-6), são os 144.000 comprados da terra, são os únicos que aprenderão um cântico celestial.

Neste período muitos serão mortos por causa testemunho que sustentarão, suas almas estarão sob o altar até que o número dos seus conservos seja completado (Ap 6.9-11). Interessante é que neste texto percebemos claramente a imortalidade da alma.

Conforme Dn 9.27, entendemos que a grande tribulação durará 7 anos sendo que na metade da semana haverá uma intensificação da ação do Anticristo, ou seja, a segunda metade da grande tribulação será de maior sofrimento.

A VINDA DO SENHOR JESUS

Paulo aos coríntios em 1 Co 15.52, dá entender que num abrir e fechar de olhos os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os vivos serão transformados, então, a vinda de Cristo para a igreja é instantânea. E em Mt 24.29-30, após a grande tribulação o Senhor virá com a igreja de uma forma visível, poderosa e gloriosa nas nuvens visivelmente para todas as nações. É uma vinda com a igreja para reinar. Cremos que, comparando estes dois textos bíblicos (1 Co 15.52 com Mt 24.29-30), que a Segunda Vinda de Cristo indica dois aspectos um como libertador da ira que há vir (1 Ts 1.10), como protetor da igreja em relação à grande tribulação, livrando-a da desta ira de Deus. O outro aspecto é, após a grande tribulação virá com a igreja reinar sobre as nações.

CONCLUSÃO

Cremos que a igreja será arrebatada antes da grande tribulação, da ira que há de vir (1 Ts 1.10; 1 Ts 4.17). Lógico que muitos cristãos sinceros creem de forma contrária. A partir daí, tem-se os sete anos de ira de Deus, a grande tribulação, sendo a segunda metade desta tribulação de maior intensidade. Este período é encerrado com a vinda de Cristo com a igreja para um reinado de mil anos, onde Cristo vence a besta e o falso profeta (Ap 19). Então, a grande tribulação ocorre entre as duas fases da Vinda de Cristo, o primeiro momento para a igreja e depois com a igreja.

 Parnamirim - RN, 16 de novembro de 2018

A paz, e sempre na paz,

Otoniel Marcelino de Medeiros




domingo, outubro 21, 2018

O TEMPO DETERMINADO

Otoniel M. de Medeiros
Parnamirim-RN, 10 de outubro de 2018

Ec 3.1: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:”

INTRODUÇÃO

O tempo determinado para a salvação em Cristo Jesus é hoje, agora, conforme a palavra do Senhor:

- “eis aqui AGORA o tempo aceitável, eis aqui AGORA o dia da salvação.” (2 Co 6.2);
- “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, …” (Hb 3.15);

As demais coisas tem o seu tempo determinado, disse William Blake: “Se agarrares o momento antes que ele esteja maduro, as lágrimas de arrependimento tu decerto colherás; mas, se o momento certo algumas vezes deixares escapar, as lágrimas do pesar tu jamais apagarás.”

DETERMINANDO O TEMPO

O discernimento amplo (distinção entre coisas) segundo John Stott tem seus princípios:

II Tm 3.16: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;”

1º PRINCÍPIO – Deve ser nosso anseio e obrigação de encaixar-se no propósito pleno de Deus para nós. 2º PRINCÍPIO – Devemos descobrir este propósito de Deus na Bíblia. A vontade de Deus para as pessoas está na Palavra d´Ele. A experiência nunca deve ser o critério da verdade; a verdade deve ser sempre o critério da experiência. 3º PRINCÍPIO – Esta revelação do propósito de Deus na Bíblia deve ser buscada preferencialmente nas suas passagens didáticas (nos ensinos e sermões de Jesus e escritos dos apóstolos). 4º PRINCÍPIO – Nossa motivação ao buscarmos aprender o propósito de Deus no ensino da Escritura, é prática pessoal e não acadêmica e polêmica.

TROPEÇANDO NO POSSÍVEL

Lc 14.28: "Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” 

Temos a nossas torres a serem construídas, portanto temos que planejar a nossa carreira, ou seja, o modo como “pela vida corro e percorro”. O filósofo Mario Sérgio Cortella estabelece uma grande diferença entre desejo e expectativa, ele diz: “desejo é algo que você tem, mas não necessariamente vai procurar, por supô-lo às vezes inatingível. Expectativa é algo que se espera e aguarda.


O poeta Carlos Drummond de Andrade ensinou: “Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível”. Marguerite Yourcenar: “Toda felicidade é uma obra-prima: o menor   erro a deturpa, a menor hesitação a altera, a menor deselegância a estraga, a menor tolice a embrutece.”

No pensamento de Mario Sergio Cortella:
- A nossa carreira tal como o sonho, é um horizonte, não é um lugar.
- Vamos buscando e felizmente não atingimos por completo.
- Um sonho que acaba é algo que tira a vitalidade.
- A satisfação plena faz perecer a competência e fragiliza a oportunidade.

CONCLUSÃO

A Bíblia destaca dois tempos: hoje para a salvação em Cristo Jesus e o tempo determinado para as demais coisas. Portanto, o tempo determinado para a salvação é hoje (2 Co 6.2 e Hb 3.15). Para as demais coisas é necessário também a busca do discernimento para não antecipar ou postergar o tempo para cada “coisa da vida”.

E nessa luta da vida não podemos esquecer o quinteto de promessas (Max Lucado) de Jeremias (Lm 3.21-24):
1.Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos.
2.Suas misericórdias são inesgotáveis.
3.Elas se renovam cada manhã.
4.Grande é a sua fidelidade.
5.A minha porção é o Senhor.

Na paz e sempre na paz,

Otoniel M. de Medeiros