sábado, abril 24, 2021

9/13 - CRIACIONISMO CIENTÍFICO

LEITURA BÍBLICA
Rm 1.19-20
A indesculpabilidade humana

INTRODUÇÃO

O nosso objetivo em destacar o criacionismo bíblico e científico, é dar uma orientação básica aos jovens estudantes que estão entrando nos cursos superiores, para ajudá-los a manter as suas convicções cristãs.

O Prof. Adauto Lourenço, é no Brasil um divulgador tanto do criacionismo bíblico como do científico e no vídeo seguinte ele apresenta a sua busca científica e aceita com plena convicção do criacionismo bíblico e científico de forma plena. O vídeo tem o título “Porque deixei o evoteísmo”. Evoteísmo é a teoria da evolução teísta, o link foi acessado em 24 de abril de 2021: https://youtu.be/8c3SImiUlB4.

No link seguinte, também acessado em 24 de abril de 2021, encontramos uma pequena relação de cientistas criacionistas do passado e de hoje: https://answersingenesis.org/creation-scientists/.

CRIACIONISMO CIENTÍFICO

Apresentamos dez evidências, entre muitas, que contrariam a teoria do longo tempo evolutivo da terra, para saber melhor veja o link: https://answersingenesis.org/geology/sedimentation/1-very-little-sediment-on-the-seafloor/ (Visto em 24 de abril de 2021), ou seja, evidências de uma terra jovem.

EVIDÊNCIA 1 – MUITO POUCO SEDIMENTO NO FUNDO DO MAR. A água e o vento erodem cerca de 20 bilhões de toneladas de sujeira e fragmentos de rocha dos continentes e os transportam para o fundo mar. O que é medido hoje não corresponde aos bilhões de anos dados ao nosso planeta. Há vários outros detalhes dentro desta evidência que contrariam ainda mais a estimativa evolutiva da idade da Terra.

EVIDÊNCIA 2 – CAMADAS DE ROCHAS CURVADAS. As camadas endurecidas são quebradiças. Se as camadas sedimentares contendo fósseis da Terra fossem depositadas em 460 milhões de anos, seria impossível serem dobradas sem quebrar. Ao redor do Grand Canyon mostra como a maioria das camadas contendo fósseis da Terra foram depositadas rapidamente e muitas foram dobradas enquanto ainda estavam úmidas.

EVIDÊNCIA 3 – TECIDO MOLE EM FÓSSEIS. Para surpresa científica, fatias ósseas do osso fossilizado do fêmur de um Tyrannosaurus rex encontrado na formação de Hell Creek de Montana, mostrou o que pareciam ser vasos sanguíneos do tipo visto no osso e na medula, e estes continham o que pareciam ser glóbulos vermelhos com núcleos, típicos de répteis e pássaros (mas não de mamíferos). Os vasos até pareciam estar revestidos de células endoteliais especializadas encontradas em todos os vasos sanguíneos. “Se os dinossauros viveram há mais de 65 milhões de anos, por que alguns fósseis de dinossauros ainda contêm tecidos moles bem preservados?”.

EVIDÊNCIA 4 – PARADOXO DO SOL FRACO. A ciência afirma que a energia do sol vem da fusão do hidrogênio em hélio nas profundezas do núcleo do sol o que deve aumentar a sua temperatura. Pelo princípio da teoria da evolução a temperatura da Terra estaria abaixo de zero 3,5 bilhões de anos atrás quando supostamente a vida evoluiu, não há evidências geológicas. O que é um problema se o mundo tem bilhões de anos.

EVIDÊNCIA 5 – DETERIORAÇÃO RÁPIDA DO CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA. “A Terra é cercada por um campo magnético que protege os seres vivos da radiação solar. Sem ele, a vida não poderia existir. É por isso que os cientistas ficaram surpresos ao descobrir que o campo está se desgastando rapidamente. No ritmo atual, o campo e, portanto, a Terra não poderiam ter mais de 20.000 anos”.

EVIDÊNCIA 6 – HÉLIO EM ROCHAS RADIOATIVAS. Quando o urânio e o tório sofrem decomposição radioativa, esses elementos contidos nas rochas, produz muito hélio. Como o hélio é o segundo o hélio é o segundo elemento mais leve e um gás nobre - o que significa que não se combina com outros átomos - ele prontamente se difunde (vaza) e acaba escapando para a atmosfera. O hélio se difunde tão rapidamente que todo o hélio deveria ter vazado em menos de 100.000 anos. O problema para a teoria evolucionista é que essas rochas ainda estão cheias de átomos de hélio.

EVIDÊNCIA 7 – CARBONO–14 EM FÓSSEIS, CARVÃO E DIAMENTE. O carbono14, também chamado de radiocarbono, é uma forma radioativa de carbono que os cientistas usam para datação de fósseis. A meia-vida do carbono é de apenas 5.730 anos, que não se espera que não permaneça nada nos fósseis depois de algumas centenas de milhares de anos. A incoerência é que em alguns fósseis foram datados supostamente com centenas de milhões de anos, usando o método do carbono-14.

EVIDÊNCIA 8 – COMETAS DE VIDA CURTA. Um cometa passa maior parte do tempo longe do sol, em locais congelados do espaço. A cada órbita sempre passa perto do sol perdendo grande parte do seu gelo removendo a poeira e formando a exuberância da cauda. Então, ao passar perto do Sol o seu tamanho é bruscamente reduzido e eventualmente desaparecem. É uma incoerência os cometas sobreviverem bilhões de anos.

EVIDÊNCIA 9 – MUITO POUCO SAL NO MAR. Os rios, geleiras, infiltração subterrânea, poeira atmosférica e vulcânicas despejam grandes quantidades de sais nos oceanos. O cloreto de sódio (sal de mesa comum) é o influxo predominante e, considerando os processos naturais de remoção, após 3 bilhões de anos, seria suficiente para ter 70 vezes mais sal no oceano do que temos hoje.

EVIDÊNCIA 10 – DNA EM BACTÉRIAS “ANTIGAS”. “Em 2000, os cientistas afirmaram ter “ressuscitado” bactérias, chamadas bactérias Lazarus, descobertas em um cristal de sal datado convencionalmente em 250 milhões de anos. Eles ficaram chocados com o fato de o DNA da bactéria ser muito semelhante ao DNA bacteriano moderno. Se a bactéria moderna fosse o resultado de 250 milhões de anos de evolução, seu DNA deveria ser muito diferente do da bactéria Lazarus (com base nas taxas de mutação conhecidas)”.

CONCLUSÃO

A teoria criacionista tem grandes evidências científicas e não é apenas um modelo adotado pela maioria cristã.

CONFIRMAÇÃO
“No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.


Parnamirim, RN, 24 de abril de 2021


A graça seja com todos nós.



Otoniel Medeiros


sábado, abril 17, 2021

8/13 - A IDADE DO UNIVERSO

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Jó 9.1-13: Quem ousa desafiar a Deus?



INTRODUÇÃO

Para se ter uma boa informação da Terra jovem, com um olhar científico, sugerimos a leitura do artigo “Provas de um mundo jovem”, no link acessado em 17/04/2021: https://answersingenesis.org/astronomy/age-of-the-universe/evidence-for-a-young-world/ , o artigo científico escrito pelo Dr. Russell Humphreys, destaca quatorze argumentos criacionistas da Terra jovem, que são: 1. Galáxias se enrolam muito rápido; 2. Poucos remanescentes de supernova; 3. Os cometas se desintegram muito rapidamente; 4. Não há lama suficiente no fundo do mar; 5. Não há sódio suficiente no mar; 6. O campo magnético da terra está se deteriorando muito rapidamente; 7. Muitos estratos são muito dobrados; 8. O material biológico se decompõe muito rápido; 9. A radioatividade fóssil encurta as “idades” geológicas para alguns anos; 10. Muito hélio nos minerais; 11. Demasiado carbono 14 em estratos geológicos profundos; 12. Esqueletos da Idade da Pedra insuficiente; 13. A agricultura é muito recente e 14. A história é muito curta.

Esse artigo do Dr. Russell Humphreys é um argumento muito forte, muito coerente com a idade da terra, que é uma Terra jovem, e consequentemente do universo, que os criacionistas bíblicos creem. Portanto é um argumento puramente científico que, para os criacionistas é apenas uma extensão da convicção de fé e a aceitação da Bíblia Sagrada como revelação de Deus, que tem a finalidade de resgatar o homem da Queda, como também o universo, pelo amor, pelo sacrifício e a vitória da ressurreição e glorificação do Senhor Jesus.

8.1 – O BIG BANG

O Big Bang é uma teoria naturalista sobre a origem e a continuidade do universo onde toda a energia estava contida em um ponto pequeno; é uma teoria repleta de problemas e contradiz o ensino bíblico da criação. Cremos que Deus projetou o universo e não usou métodos naturais, mas sobrenaturalmente criou tudo. O Big Bang é baseado na filosofia naturalista que não admite nada além da natureza. A Grande Explosão é uma teoria que quer explicar o passado e muitos cristãos não observam que quer também “explicar” o futuro. Onde a expansão contínua do universo chegará a um momento da inutilidade energética e a vida impossível. A Bíblia diz o contrário, fala de novo céu e nova terra – Ap 21. Para conhecer mais sobre o Big Bang, leia o artigo: https://answersingenesis.org/big-bang/the-big-bang/ , acessado em 17/04/2021.

No dia 11 de fevereiro de 2003 um grupo de cientistas afirmaram terem calculado a idade do universo. A idade calculada foi 13,7 bilhões de anos ± 200 milhões de anos. Para esse cálculo levaram em consideração uma composição teórica do universo de 4% de matéria bariônica, ou seja, matéria formada principalmente de prótons, nêutrons e elétrons, 22% de matéria escura e fria e 74% de energia negra exótica. Esses pesquisadores nem ao menos sabiam se os parâmetros utilizados para os cálculos existem, são propostas teóricas. A primeira lei da termodinâmica diz respeito à conservação de energia. Esta lei diz que embora energia possa ser transformada de uma forma em outra, ela não pode ser criada nem destruída. Deste princípio vem a segunda lei da termodinâmica que em qualquer processo físico energia útil é sempre dissipada. Esse desgaste é a entropia. Então, a tendência normal de qualquer sistema é a de se desorganizar.

Essas duas leis têm implicações fortes quanto à origem do universo. Elas estabelecem que a energia do universo é constante e que a energia utilizável é decrescente por causa da entropia, do desgaste. Os cientistas Rudolf Clausius e Hermann L. F. von Helmholtz concluíram: para que o universo tenha a ordem que ele apresenta hoje, deve ter possuído no passado uma organização maior do que a de hoje, tendo sido energizado num passado finito. Essa conclusão tem implicações de extrema importância para o criacionismo. A teoria do big bang diz exatamente e contrário. Caso o universo tivesse bilhões de anos, seria um sistema totalmente caótico e não organizado como o vemos.

A temperatura do universo (radiação de fundo), conforme a Figura 1, é fundamental na avaliação da sua idade, se foi criado extremamente quente (big bang) ou extremamente frio (criacionismo) implica diretamente nesse cálculo. A cosmologia do big bang diz que o universo surge com calor extremo e nos últimos14 bilhões de anos chegou a temperatura atual de 3 Kelvins.

A teoria criacionista propõe que o universo foi criado num estado energético altamente estruturado e organizado, pronto, em pleno funcionamento e frio. A baixa temperatura inicial vem das considerações termodinâmica que propõe baixas temperaturas no início de um processo, até que este atinja uma temperatura de equilíbrio com o meio ou uma temperatura de equilíbrio de funcionamento. Pela teoria criacionista qual o tempo para que o universo se alterasse de um valor inicial até o valor de 3 kelvins medidos hoje? Com certeza não são os bilhões de anos propostos hoje pela teoria do big bang. Para esses bilhões de anos, entropia crescente teria desorganizado o universo e não apresentaria a estrutura organizada que ele realmente apresenta. Se o universo tiver apenas alguns milhares de anos, como o calculado e apresentado na Figura 8.1, a sua estrutura observada é perfeitamente coerente com a idade. Uma criação recente é cientificamente provável e coerente com as evidências cientificamente estudadas.


Figura 8.1

CONCLUSÃO

A sociedade é doutrinada para aceitação da idade do universo de bilhões de anos que contraria a fé cristã, muitas e muitas evidências científicas. A teoria do big bang é uma ciência ruim e uma péssima teologia. Na realidade essa teoria não explica a origem de tudo, mas de forma naturalista distorce o que aconteceu depois da criação. Os físicos de partículas afirmam que as altas temperaturas iniciais do big bang deveriam ter criado monopolos magnéticos (imã de um polo) com a previsão que os monopolos sejam estáveis e deveriam ter durados até hoje, nunca foram encontrados. Outra dificuldade de explicação do big bang, é que no universo, pela teoria, deveria ter antimatéria equivalente a matéria, isso não acontece, apenas vestígios de antimtéria. No artigo citado, há diversos outros problemas científicos com o big bang.

As famílias cristãs sempre perderam muitos jovens para as universidades com a teoria da evolução, do naturalismo, porque não tiveram um esclarecimento cristão e científico do criacionismo e, nas universidades, são tragados por essa ditadura da anticiência.

CONFIRMAÇÃO

“E vi o novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21.1).


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim, RN, 17 de abril de 2021



A graça seja com todos nós.



Otoniel Medeiros

sábado, abril 10, 2021

7/13 - EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DO DILÚVIO BÍBLICO

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Romanos 1.20-26 - Os atributos invisíveis de Deus


INTRODUÇÃO

No link https://answersingenesis.org/human-body/what-if-no-one-had-an-appendix/ (Acessado em 10 de abril de 2021), extraímos essa introdução, apenas para destacar os detalhes do Deus Criador, sobre o apêndice no corpo humano, artigo escrito por HAM, Ken em 08 de abril de 2021; se com o tempo esse assunto adquiriu uma explicação coerente com o criacionismo, muitos outras evidências científicas surgirão em diversas áreas, favoráveis ao conteúdo bíblico, que é a expressão da verdade. O artigo é sobre o apêndice, órgão do corpo humano.

    “Bem, porque o apêndice está longe de ser um vestígio inútil de nossa ancestralidade evolutiva imaginária! Embora, é claro, você possa viver sem ele, é um órgão muito útil com um bom propósito. Seu intestino é povoado por uma variedade de bactérias muito necessárias. Quando você fica doente, essas populações podem ser eliminadas. Bem, o apêndice serve como uma “casa segura” para bactérias boas. Conforme você se recupera da doença, essas bactérias podem viajar para o intestino e substituir as que foram eliminadas. O apêndice também pode produzir um tipo específico de glóbulo branco e até mesmo pode ajudar a fazer, dirigir e treinar essas células imunológicas.

    Nossos corpos não estão cheios de sobras evolutivas inúteis porque não evoluímos! Fomos criados 'terrivelmente e maravilhosamente' (Salmo 139:14) por um Criador onisciente e sábio Deus. Agora, nós vivemos em um mundo em pecado  (Gênesis 3), de modo que nossos corpos não funcionam perfeitamente, mutações e problemas ocorrem, ma o projeto original original de Deus  foi perfeito, e nossos corpos, desfigurados e amaldiçoados pelo pecado, mesmo assim como eles são, obviamente refletem a genialidade do Designer.

    O argumento do 'órgão vestigial' é apenas um resíduo evolutivo inútil da má ciência produzida pela rejeição da Palavra de Deus como autoridade e, em vez disso, pela confiança na sabedoria do homem. Os médicos costumavam pensar que remover o apêndice - infectado ou não - era uma coisa boa! Eles não acreditam mais nisso e só removem o apêndice quando é necessário por causa de uma doença”.

7.1 - EVIDÊNCIAS MUNDIAIS DE UMA INUNDAÇÃO MUNDIAL
(Mais detalhes em https://answersingenesis.org/the-flood/global/worldwide-flood-evidence/ , acessado em 10 de abril de 2021)

- FÓSSEIS - Encontramos fósseis de criaturas marinhas em camadas rochosas em todos os continentes muito acima do nível do por causa de águas do oceano terem coberto os continentes. No Grand Canyon, na maioria das camadas de rocha de suas paredes, encontramos fósseis marinha a mais de 1.500m acima do nível do mar. Como também mariscos fossilizados são encontrados no Himalaia.

- ENTERRO RÁPIDO DE PLANTAS E ANIMAIS – “Encontramos imensos cemitérios de fósseis bem preservados, por exemplo, bilhões de nautilódes (tipo de molusco) são encontrados em uma camada dentro da pedra calcária Redwall do Grand Canyon. “Esta camada foi depositada catastroficamente por um grande fluxo de sedimentos (principalmente areia calcária). Os leitos de giz e carvão da Europa e dos Estados Unidos, e os peixes, ictiossauros, insetos e outros fósseis em todo o mundo, testemunham de destruição e sepultamento catastróficos”. Cemitérios fósseis encontrados em camadas rochosas ao redor do mundo são evidências do Dilúvio global.

- CAMADAS DE SEDIMENTOS RAPIDAMENTE DEPOSITADAS E ESPALHADAS POR EXTENSAS ÁREAS – Camadas de rocha que podem ser rastreadas em todos os continentes - mesmo entre os continentes - e as características físicas desses estratos indicam que foram depositados rapidamente. Exemplos: Tapeats Sandstone e Redwall Limestone do Grand Canyon podem ser rastreados em todos os Estados Unidos, até o Canadá e até mesmo através do Oceano Atlântico até a Inglaterra. Os leitos de giz da Inglaterra (os penhascos brancos de Dover) podem ser rastreados em toda a Europa até o Oriente Médio e também são encontrados no meio-oeste dos Estados Unidos e na Austrália Ocidental. Camadas inclinadas dentro do Arenito Coconino do Grand Canyon são testemunho de milhões de metros cúbicos de areia sendo depositadas por enormes correntes de água em poucos dias. São leituras científicas a favor do criacionismo.

- EROSÃO RÁPIDA ENTRE ESTRATOS - Evidências de erosão rápida, ou mesmo de nenhuma erosão, são encontradas entre as camadas de rocha. Limites planos entre camadas de rocha indicam deposição contínua de uma camada após a outra, sem tempo para erosão. Por exemplo, não há evidência de qualquer "desaparecimento" de milhões de anos (de erosão) na fronteira plana entre duas camadas bem conhecidas do Grand Canyon - o Arenito Coconino e a Formação Eremita. Outro exemplo impressionante de limites planos no Grand Canyon é o calcário Redwall e os estratos abaixo dele.

- MUITOS ESTRATOS ESTABELECIDOS EM RÁPIDA SUCESSÃO – “As rochas normalmente não se dobram; elas quebram porque são duros e quebradiças. Mas em muitos lugares encontramos sequências inteiras de estratos que foram dobrados sem fraturar, indicando que todas as camadas de rocha foram rapidamente depositadas e dobradas enquanto ainda úmidas e flexíveis antes do endurecimento final. Por exemplo, o Tapeats Sandstone no Grand Canyon é dobrado em um ângulo reto (90°) sem evidência de quebra. No entanto, essa dobra só poderia ter ocorrido depois que o resto das camadas foram depositadas, supostamente por “480 milhões de anos”, enquanto o arenito Tapeats permaneceu úmido e flexível”.

CONCLUSÃO

    O apêndice no corpo humano hoje sabemos cientificamente que não é um resíduo evolutivo, mas tem uma função específica. Neste texto comentamos algumas evidências científicas que corroboram o dilúvio bíblico como global, conforme a narração bíblica. Toda a Bíblia é plenamente confiável desde a criação do homem à próxima vinda do Senhor Jesus. A mensagem de resgate humano logicamente, também é verdadeira.

    O Sl 85.10, declara de uma forma poética: “A graça e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram”. Ora, partindo da base, da criação, se houver uma negação de tudo, consequentemente se negará o novo céu e a nova terra com um retorno da rebelião humana, a redenção plena do ser humano. Só teremos justiça e paz com a aceitação que o Senhor Jesus veio até nós em graça e verdade para nos trazer salvação e salvação plena. Esta é graça em nós é o encontro com a verdade, o Senhor Jesus. Não aceitar o ato criador de Deus é não graça que não liberta, mas esmaga. Crer em Deus como Criador é uma base para aceitar o seu ato de redenção não só dos humanos, mas de todas as coisas. A graça custa tudo para o doador e nada para o que recebe. Porque não crer em Deus como Criador?

CONFIRMAÇÃO

    Salmos 104.6, revela o poder criador de Deus: “Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas”.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim, RN, 10 de abril  de 2021


A graça seja com todos nós.


Otoniel Medeiros

sábado, abril 03, 2021

6/13 - EVOLUÇÃO: UMA COSMOVISÃO ANTIBÍBLICA

 

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Salmos 19 – A excelência da criação e da palavra de Deus


INTRODUÇÃO

Até o início do século XIX a crença quase universal da igreja era a da Terra jovem; as visões criacionistas da Terra antiga e teísta evolucionária são propostas relativamente recentes. O controle naturalista da ciência não teve origem com as ideias evolucionárias de Darwin; cinquenta anos antes, deístas, ateus e até cristãos, tentaram desvendar a história das rochas e fósseis com rejeição a Gênesis 1-11, as vezes usando sem conhecimento, as suposições do naturalismo. James Hutton, escocês, considerado o pai da geologia moderna, descartou as verdades bíblicas.

Essa proposta evolucionária não foi resultado de buscas imparciais da verdade, mas suposições derivadas torrencialmente numa cosmovisão antibíblica. Darwin aplicou os mesmos princípios à biologia, ou seja, processos lentos, graduais e naturais à origem dos seres vivos. Os astrônomos levaram essas “suposições” em suas hipóteses desenvolvendo a teoria da evolução das estrelas, galáxias e o cosmos. As claras evidências para o dilúvio, sempre estiveram impressas em toda a terra, mas a maioria dos cientistas descartam todas essas evidências por causa de seus preconceitos antibíblicos.

Há cristãos que creem numa criação evolucionária, os criacionistas progressistas da Terra antiga, partindo do princípio de uma linguagem de Gênesis de forma poética, que a criação não dá uma mensagem sobre o criador e entre outros detalhes não aceitam a criação amaldiçoada porque a humanidade mudou, mas as leis físicas, não. A idade da criação tudo indica que não é um problema para salvação, estamos falando para cristãos criacionista para uma criação alongada no tempo, porque para os ateus, a Bíblia não faz nenhum sentido. Mas por que tanto envolvimento pela defesa do criacionismo da Terra jovem? Porque isso pode afetar pessoas que estão sendo evangelizadas. Essa forma seletiva de crer em partes da Bíblia pode relativizar a palavra de Deus, não ter a Bíblia como palavra de Deus infalível, criando dúvidas e rejeitar o próprio evangelho.

6.1 – UMA QUESTÃO DE EVANGELHO

A morte é um inimigo, o último a ser destruído (1 Co 15.26); as vestes de pele de Adão e Eva (Gn 3.21), foi a primeira morte; sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9.22), aguardando o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), para morrer por todos nós uma vez por todas (Hb 10.10-14). Não é possível haver morte antes da Queda porque Deus viu que tudo que havia criado era muito bom (Gn 1.31). Se já havia morte, doença, derramamento de sangue e sofrimento antes do pecado, todo esse mal “natural” seria culpa de Deus e não culpa nossa. Portando, a proposição da Terra antiga tem uma visão de mal natural e de morte que é incompatível com o ensino da palavra de Deus, incompatível com o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus não criou um mundo “muito ruim” como é agora, mas “muito bom”; o que ocorre é o peso da maldição justa de Deus a partir da Queda. Para resgatar toda a criação arruinada pelo pecado, Deus sempre teve plano amoroso e auto sacrificial para resgatar a humanidade e redimir toda a criação (At 3.21; Cl 1.15-20), o Cordeiro morto desde a criação do mundo (Ap 13.8). “Então, acreditar em milhões de anos é uma questão que envolve o evangelho. Essa crença, em última análise, contesta o caráter do Criador e Salvador e mina a fundação que salva a alma” [1].

Essa particularidade de crer, na essência do evangelho, para remissão humana e regate de todas as coisa, novos céus e nova terra (Ap 21), tudo indica que precisa de muita neutralidade e confiança plena na palavra de Deus, a Bíblia sagrada, que não muda com o tempo, já é plena. “Um abismo chama outro abismo, [...]” (Sl 42.1). A seletividade de crer apenas em parte da Bíblia pode levar a uma “entropia” cristã crescente, ou seja, a um desgaste contínuo na fé, que é prova e certeza (Hb 11.1). Em Salmos 1.1, temos um destaque preciso do que seja degradação da fé: “Bem-aventurado é aquele não anda, no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. A inversão é que o não bem-aventurado ele inverte: passa a andar, depois se assenta e chega a se deter, é uma sequência de decadência. Essa condição de ajuste fino de fé com a palavra de Deus, requer muito conforto interno e coração tranquilo (1 Jo 3.20-21).

6.2 – GÊNESIS 1-11 É FUNDAMENTAL PARA O EVANGELHO

(https://answersingenesis.org/age-of-the-earth/does-the-gospel-depend-on-a-young-earth/ , acesso em 03 de abril de 2021).

Os métodos falíveis que os secularistas usam para datar o universo logicamente não vem das escrituras, portanto, não podemos sobrepor ideias falíveis à palavra de Deus. O evangelho pode ser resumido pelos textos bíblicos: 1 Co 15.17 diz: “Se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é fútil; você ainda está em seus pecados!”. Em Jo 3.3: “Em verdade vos digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Rm 10.9 explica claramente: “Se você confessar com a sua boca, o Senhor Jesus como Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo”. A Escritura ensina claramente que a salvação está condicionada à fé em Cristo, sem nenhuma exigência sobre o que se acredita sobre a idade da terra ou do universo. “Assim que você abre mão da autoridade da Bíblia em uma área, você destranca uma porta para fazer a mesma coisa em outras áreas. Uma vez que a porta do acordo é aberta, mesmo que apenas um pouco entreaberta, as gerações subsequentes empurram a porta ainda mais. Em última análise, esse compromisso foi um fator que contribuiu muito para a perda da autoridade bíblica em nosso mundo ocidental” (HAM, Ken).

“O que quero dizer é que acreditar em uma terra jovem não afetará em última instância a salvação de alguém, mas com certeza afetará as crenças daqueles que essa pessoa influência sobre como abordar as Escrituras. Acreditamos que tal compromisso na Igreja com milhões de anos e a evolução darwiniana contribuiu muito para a perda do fundamento cristão na cultura” (HAM, Ken).

CONCLUSÃO

A visão ateísta evolucionária, é frontalmente contrária à palavra de Deus. O criacionismo progressivo da Terra antiga, contribui para a desagregação do fundamento cristão na cultura, podendo relativizar a palavra de Deus e impedir a evangelização de pessoas. “[...] Martinho Lutero pregando as Noventa e Cinco Teses na porta da Igreja de Wittenberg, eu e minha equipe da Answers in Genesis, juntamente com Lutero, dizemos que nossas consciências estão cativas à Palavra de Deus. A menos que sejamos persuadidos pelas Escrituras de que estejamos errados, não negaremos nosso ensino e defesa da criação da Terra jovem, que historicamente é a fé biblicamente ortodoxa da igreja” [1].

CONFIRMAÇÃO

1 Tm 3: “16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim, RN, 03 de abril  de 2021


A graça seja com todos nós.


Otoniel Medeiros

sábado, março 27, 2021

5/13 - O CRIACIONISMO E O DILÚVIO

 

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Gênesis 7.17-24 – O dilúvio

INTRODUÇÃO

O dilúvio de Noé é muito importante em relação a idade da terra porque tem uma dimensão de catástrofe global e de rearranjo radical do nosso planeta, o que a maioria dos cristãos não faz essa relação com a idade da terra e muitos até negam que foi uma catástrofe global. A Bíblia é muito clara em dizer que o propósito do dilúvio era destruir os seres humanos e todos os animais terrestres e aves que não estavam na arca.

Isaias fala que as águas de Noé não mais inundariam a terra (Is 54.9). Ezequiel (Ez 14.14-20), também se refere a Noé como um fato histórico. O evangelista Lucas descreve (Lc 3.23-38) a genealogia como realidade histórica ligando Adão a Jesus. Pedro, num relato histórico, quanto o julgamento de Sodoma e na certeza plena que o Senhor Jesus virá novamente, como declarações indiscutíveis (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.4-6; e 3.3-7). Ora, se o Senhor Jesus assegurou a autenticidade histórica do dilúvio e uma ocorrência sinalizadora do julgamento vindouro, quem somos nós para contestarmos a veracidade histórica do dilúvio.

Para estudar detalhadamente o dilúvio de Noé como catástrofe histórica global, acesse o link: https://answersingenesis.org/noahs-flood/ (acesso em 27 de março de 2021). E a partir deste link dispõe-se de uma abordagem com base bíblica como: Evidências surpreendentes do dilúvio de Noé; Evidências geológicas para o dilúvio de Gênesis; Onde estão os fósseis pré-diluvianos?; Camada de carvão e inundação de Noé; O dilúvio de Noé cobriu a terra inteira. Portanto, as extravagantes aproximações da idade da terra feitas pela teoria evolucionista, nega o relato bíblico que os profetas e o Senhor Jesus confirmaram como verdade histórica, catastrófica e global. Portanto, o dilúvio de Gênesis como rearranjou radicalmente a terra, confunde a teoria evolucionista que descarta totalmente a fundamentação da Bíblia.

5.1 – O DILÚVIO FOI GLOBAL E CATASTRÓFICO

Como o dilúvio era para destruir todo ser vivo na superfície da terra (Gn 6.7-13), não poderia ser uma inundação regional, não precisaria da arca. Conforme Gn 7.19-20, as águas cobriram excessivamente todos os altos debaixo do céu. Foram 371 dias até o solo secar o suficiente para o desembarque, nenhuma inundação local poderia durar tanto tempo. Deus prometeu (Gn 9.10-17) não mais destruiria a terra com outro dilúvio, se fosse local a promessa não foi cumprida. O juízo vindouro segundo Pedro (2 Pe 3), que é universal, é advertido pelo exemplo do dilúvio: juízo universal.

Conforme o relato de Gênesis, para ter cumprido o propósito de destruir a terra, porque esta estava corrompida, era necessário ter a dimensão catastrófica, como foi (Gn 7.11), está claro que havia duas fontes de água, águas subterrâneas e chuva. Em Gn 7.12, esclarece que choveu globalmente e continuamente por 42 dias de 24 horas. Além dessa catastrófica chuva, os mananciais de profundidade são rompidos (Gn 7.1; Gn 8.2). Gn 7.1 e Jz 15.19, têm relações com rompimento de camadas de rochas. Leia também Nm 16.31 e Zc 14.4, como outros exemplos em situações diferentes. Essas atividades tectônicas em toda a terra causaram destruição além do que podemos imaginar.

5.2 – ISAÍAS, JESUS E OS APÓSTOLOS CONFIRMAM UMA TERRA JOVEM

O Senhor Jesus confirmou que Adão e Eva foram criados no início da criação e não bilhões de anos depois de Gn 1.1, conforme Mc 10.6; 13.19; Lc 11.50-51. Em Rm 1.20, o apóstolo Paulo deixa claro a linguagem da terra jovem. Ele crê que a criação é um ato direto de Deus de acordo com a Bíblia, portanto uma terra jovem e não uma terra criada e bilhões de anos depois por obra do acaso, surge a vida embrionária espontaneamente. Paulo confirmava a sua leitura do Sl 19.1, escrito mil anos antes, que tudo é obra das mãos de Deus. E o Sl 97.6 que Paulo cria que os céus são anunciadores da glória de Deus e Jó já tinha dito mil anos antes de Davi em Jó12.7-10.

“Da mesma forma, Isaías 40.21 implica que o profeta era um criacionista da Terra jovem. O paralelismo do verso mostra que ‘desde o princípio’ e ‘desde os fundamentos da terra’ (versão King James) referem-se ao mesmo ponto no tempo. O que as pessoas dos dias de Isaías conheciam sobre Deus é o que as pessoas (Adão e Eva, Caim e Abel etc.) conheciam desde a fundação da terra (começo da criação), que é também o que todos os idólatras dos dias de Paulo conheciam, e os ateus ao longo da história conheceram e hoje em dia conhecem. É um tolo quem diz que não há Criador, pois sua glória é vista em sua Criação (Salmos 14.1; 19.1)”.

5.3 – O PAPA FRANCISCO E O DILÚVIO

Recentemente o papa Francisco, no dia 01 de março de 2021 (https://justthenews.com/nation/religion/pope-francis-warns-another-great-flood-global-warming-if-we-continue-along-same, visto em 27 de março de 2021), diz em entrevista alguns conceitos não bíblicos sobre o dilúvio que agride frontalmente os cristãos, dando pleno crédito aos especialistas em vez da Palavra de Deus. Para o papa Francisco a palavra dos especialistas está acima da Bíblia. Apesar dele considerar o dilúvio bíblico um mito, em relação ao clima ele diz, conforme especialistas, pode haver um dilúvio universal. Sabemos pela Palavra que outro dilúvio nas dimensões do ocorrido é impossível segundo Gn 9.12-15. Com certeza há e sempre haverá crises climáticas regionais por diversas causas pela ação humana ou não, mas não podemos esquecer Gn 8.22: “Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”. É promessa do Senhor. Se assim não acontecer, é juízo de Deus, e o Senhor já terá vindo, mas teremos novo céu e nova terra. O evento global previsto pela Palavra, punitivo é com fogo (2 Pe 3.7). Mas o Senhor já providenciou a salvação de tudo: Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

A história secular data a Grande Pirâmide por volta de 2550 aC O dilúvio nos dias de Noé ocorreu por volta de 2350 aC, alguma coisa está errada. A Grande Pirâmide de Gize não apresenta danos provocados por água. A pirâmide foi construída sobre camadas de rochas que contém fósseis do dilúvio de Gênesis. A palavra “Egito” é Mizraim e Mizraim era neto de Noé, filho de Ham, pós-diluvianos. Observa-se que a datação história evolucionista como não leva em consideração as profundas transformações que a terra sofreu com o dilúvio, comete erros graves. O caso do vinho novo nas bodas em Caná da Galileia (Jo 2.1-12), houve um milagre do Senhor Jesus para alterar o tempo aparente do vinho. Para a data da terra, os evolucionistas, como não creem, não levam em consideração o trauma sofrido pela terra com o dilúvio. Cremos, como criacionista, que a terra é jovem e que o dilúvio bíblico é o grande divisor de águas entre a enorme diferença de datação da terra entre os criacionistas e os evolucionistas.

CONFIRMAÇÃO

“e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo ímpio” (Is 2.5).



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim, RN, 27 de março de 2021


A graça seja com todos nós.


Otoniel Medeiros

domingo, março 21, 2021

4/13 - A TERRA JOVEM II

FÉ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Colossenses 1.15-20: A obra plena de Cristo


INTRODUÇÃO

Os capítulos de 5 a 11 do livro Gênesis nos dão as genealogias de Adão a Noé e de Noé a Abraão. Essas genealogias dão a idade do patriarca quando filho nasceu e quantos anos depois daquele nascimento o patriarca viveu. Logicamente esses capítulos podem fornecer uma cronologia confiável. Essa metodologia evita erros de anos perdidos, porque a idade do pai é dada quando o filho nasce. Exemplo, Enoque é neto ou bisneto de Jarede, mas a informação é que Enoque nasceu quando Jarede tinha 162 anos de idade.

No evolucionismo não há um ponto de convergência, de concordância sobre o que é exatamente um ser humano. As datas para o primeiro ser humano variam de 200 mil a 400 mil anos atrás ou mais. No Criacionismo da Terra Jovem, usando a metodologia de genealogia bíblica, como o ser humano foi criado no sexto dia literal, isso coloca a criação do universo um pouco mais de 6 mil anos, portanto, um universo jovem.

Alguns criacionistas da Terra jovem sugerem que Adão tenha sido criado de 10 mil a 12 mil anos atrás. Usando o Criacionismo Científico, para estimar a idade do universo, usando a temperaturas de radiação de fundo (radiação eletromagnética que preenche todo o universo), chega-se à conclusão que o universo tem alguns milhares de anos e não os 13,7 bilhões de anos.

4.1 – VISÃO TEOLÓGICA DA TERRA JOVEM

Deus disse seis vezes diz que a criação era “boa” e no final do sexto dia era tudo “muito bom”, exceto enquanto Adão estava só. Portanto, não havia morte antes da Queda. A criação pré-queda era perfeita. O endereço: https://answersingenesis.org/sin/effects-of-the-fall-on-the-physical-creation-a-biblical-analysis/ (acesso em 21 de março de 2021), disponibiliza uma abordagem ampla sobre uma análise bíblica mostrando os efeitos da queda na criação física.

“Essa maldição sobre toda a criação é descrita em Romanos 8.19-23. Paulo nos diz que a Criação não humana foi sujeita à futilidade e colocada em escravidão à corrupção. A “Criação inteira” está gemendo e sofrendo (v.22), esperando ansiosamente ser libertada de tudo isso quando Jesus vier novamente e der aos cristãos seus corpos ressurretos” [1]. O Senhor Jesus virá novamente para acabar com o pecado, suas consequências também na criação não humana. Não haverá mais sofrimento porque a maldição de Gn 3 será removida conforme Ap 21.3-5; 22.3. Para o cristão a história ocorre de acordo com a Palavra de Deus sendo criação, queda, redenção e restauração de tudo. Mas a história evolucionária contradiz essa realidade.

Para a história evolucionária, o mundo não começou bom e depois é que ocorre a queda. Exatamente em sentido contrário, havendo em bilhões de anos um aparecimento de vida simples para complexas e sempre ocorrendo morte, doença, comportamento carnívoro (A Bíblia dia que no início era a alimentação geral vegetariana), desastres naturais e impactos de asteroides, que têm sido uma das forças causadoras da mudança no processo de evolução. Os evolucionistas argumentam que o registro fóssil, por suposição formado em milhões de anos antes do homem, defendem a tese de cinco grandes eventos extinguiram de 60% a 90% das espécies. Como também espinhos e cardos encontrados em camadas rochosas de 300 a 400 milhões de anos atrás.

4.2 – ENXERGANDO BEM ESSA CONTRADIÇÃO

Sobre essa contradição, que a desarmonia em tudo ocorre após a queda, antes sendo plena harmonia, o que muitas vezes nem alguns cristãos enxergam, o famoso historiador da ciência, Ronald Numbers, e agnóstico (aquele que crer que é impossível afirmar com certeza que Deus existe ou não), comentou essa matéria:

“Para os criacionistas, a história é baseada na Bíblia e na crença que Deus criou o mundo de 6 a 10 mil anos atrás. [...] Nós humanos éramos perfeitos porque fomos criados à imagem de Deus. E então houve a Queda. A morte aparece e todo o relato [na Bíblia] se torna de deterioração e degeneração. Então, temos Jesus no Novo Testamento, que promete a redenção. A evolução inverte isso completamente. Com a evolução, você não começa com nada perfeito, você começa com pequenas coisas primitivas, que evoluem para macacos e, finalmente, para humanos. Não há um estado perfeito do qual cair. Isso torna todo o plano de salvação tolo porque nunca houve uma queda. O que você tem, então, é uma teoria do progresso, de animais unicelulares a humanos, e uma visão muito diferente da história, e não apenas da história humana” [1].

CONCLUSÃO

Aceitar a teoria da evolução, é negar o plano de redenção de Cristo Jesus, é crer que a redenção no nosso Senhor Jesus Cristo, é história tola. At 3 deixa bem claro: “20a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designado para vocês, a saber, Jesus, ao 21qual é a necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade’. O apóstolo Paulo escrevendo aos colossenses, em Cl 1.15-20, declara essa restauração de todas as coisas além de trazer a paz pelo seu sangue.

Esse detalhe de acatar o evolucionismo é negar a obra redentora do Senhor Jesus nos remete a primeira abordagem desta sequência, ou seja, é abraçar o secularismo que é uma forma sutil de ateísmo. O evolucionismo não fala em restauração porque tudo partiu do caos e pela entropia (desgaste crescente) tudo caminha para um caos maior. A Bíblia termina a sua mensagem com tudo novo: o novo céu e a nova terra e a nova Jerusalém. “O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Ap 21.7).

CONFIRMAÇÃO

“O Espírito é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.14).


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.


Parnamirim, RN, 21 de março de 2021

A graça seja com todos nós.

Otoniel Medeiros




sábado, março 13, 2021

3/13 - A TERRA JOVEM I

 

FÉ CRISTÃ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
(Com respeito a quem pensa diferente)

LEITURA BÍBLICA
Salmos 33 – Louvor ao Criador e preservador

INTRODUÇÃO

Um Universo/Terra extremamente velho é o fundamento principal para a teoria da evolução e não se sustenta na exposição bíblica do Universo/Terra jovem como resultado criativo de Deus: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca” (Sl 33.6).

HAM, Ken em [1] apresenta esse argumento de evidências bíblicas para a criação da terra jovem de forma muito consistente; para este texto nos apoiaremos nos seus argumentos. HAM, Ken sempre publica bons artigos no site anwsersingenesis.org. Gênesis 1-11 não é uma apresentação poética, parábola, visão profética ou mitologia, é um profundo conteúdo histórico. Um dos argumentos que os estudiosos chegam a essa conclusão são as formas verbais hebraicas usadas que são características de narrativas históricas e não de outro estilo de escrever.

Gênesis 1-11 tem a forma de narrativa histórica que Gênesis 12-50, a maior parte do Êxodo, grande parte de Números, Josué, 1 Reis, 2 Reis etc. As pessoas citadas no Gênesis são reais, os lugares citados são reais e eventos reais em tempo real. O Senhor Jesus usa nomes de pessoas específicas como história literal. “Na verdade, o capítulo não nos diz por que Deus criou, mas certamente nos diz uma porção significativa sobre quando e como, conforme os argumentos seguintes demonstram”.

3.1 – OS DIAS DA CRIAÇÃO SÃO LITERAIS [1]

“Dia” é definido literalmente

Para os estudiosos cristãos, que pesquisam com mais detalhes Gênesis 1.1 – 2.3, concluem que os dias da criação são literais de 24 horas. A palavra dia é definida em seus dois sentidos literais e normais em Gn 1.5: “Deus chamou à luz ‘dia’ e chamou às trevas ‘noite’. E houve tarde e manhã, o primeiro dia”. Há o destaque quanto ao ciclo trevas-luz contrastada com a noite e o ciclo trevas-luz inteiro. Os dias são numerados sequencialmente e cada um precedido pela repetição “passaram-se a tarde e a manhã”. No Antigo Testamento yom (dia) quando é modificado por um número sempre significa um dia literal de 24 horas. Isso acontece com noite, tarde e manhã de forma literal correspondente a um dia literal.

Em Gn 1.14: “E Deus disse: - Que haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos”. Fica claro que os corpos celestes foram criados para o homem medir anos literais, as estações literais e os dias literais. Observa-se que os dias são sequenciais e não há sobreposição e Deus sempre termina o trabalho de um dia antes do dia seguinte começar. Para indicar período ou geração se usa a palavra hebraica dor e não yom (Gn 24.60; Nm 10.36 e Js 23.1).

Em Ex 20.8-11 temos o comentário do próprio Deus de Gênesis 1, onde Deus determina o trabalho de seis dias e o descanso no sétimo, porque Ele criou tudo em seis dias e parou de criar no sétimo. O versículo 11 de Êxodo 20 que diz, “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou, por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou”, encerra o assunto, não deixa nenhuma margem argumentativa de se querer somar milhões ou bilhões de anos em Gênesis 1. O primeiro dia começa com Gn 1.1, portanto, antes de Gn 1.1 não houve tempo nenhum.

A ordem da Criação

Gênesis 1 contradiz não só o período como também a ordem dos eventos da teoria da evolução do universo e da vida. Em Gênesis temos: A Terra foi criada antes da luz e do Sol, da Lua e das estrelas. Na cosmologia evolucionária a maioria das estrelas foi formada antes do Sol, que deu origem à Terra e a Lua. Em Gênesis, um oceano global precedeu a terra seca. Na geologia evolucionária a Terra começou como uma bola fundida, resfriou e desenvolveu uma crosta seca e só milhões de anos depois os mares se formaram. Em Gênesis temos a narração que as plantas foram criadas antes de quaisquer criaturas marinhas, e pássaros foram criados antes de quaisquer animais terrestres, incluindo o que hoje chamamos de dinossauros (grupo de animais terrestres), tudo isso é a ordem oposta da teoria da evolução.

“Além disso, existem problemas lógicos se colocarmos milhões de anos aos dias ou entre os dias. Como as plantas poderiam sem animais e insetos para polinizá-las? Por que Deus faria criaturas que viverem e morrerem, algumas espécies se extinguindo, por milhões de anos antes de criar o homem, que Ele criou para governar todas as outras que Ele criou (Gn 1.26-28)?”. [1]

Deus criou sobrenaturalmente tudo

Não faz nenhum sentido Deus dizer “Haja...” e esperar milhões de anos para que as coisas viessem a existir. “Por que Deus criaria a terra e a deixaria coberta de água por milhões de anos quando Ele diz que a criou para ser habitada (Is 45.18)? Por que Ele criaria plantas e depois esperaria milhões de anos antes de criar animais e pessoas que comeriam plantas como alimento (Gn 1.29-30)? Por que Ele criaria criaturas marinhas e pássaros e esperaria milhões de anos antes de criar animais terrestres e pessoas?”. [1]

CONCLUSÃO

A semana da Criação foi uma semana de milagres. Todos os milagres do Senhor Jesus, a Palavra que se fez carne (Jo 1.1-3, 14), foram instantâneos, mediante o seu toque ou a sua palavra falada. A teoria evolucionista é a negação não só de Deus na Criação mas a negação plena de Deus.

CONFIRMAÇÃO

“... homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.



Parnamirim - RN, 13 de março de 2021

A Deus seja a Glória!

Otoniel Medeiros