Texto base: Judas 6 (NVI)
UMA ABORDAGEM CRISTÃ
OTONIEL MEDEIROS - Surpreendido pela Graça!
terça-feira, fevereiro 24, 2026
A REBELIÃO E A JUSTIÇA DE DEUS
terça-feira, fevereiro 17, 2026
A INCREDULIDADE E A JUSTIÇA DE DEUS
“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram.”
A carta de Judas é um alerta pastoral urgente contra falsos mestres e contra a apostasia. No verso 5, Judas inicia uma sequência de exemplos históricos de juízo divino (Israel no deserto, anjos que pecaram e Sodoma e Gomorra). Aqui aprendemos uma verdade solene: Privilégios espirituais não substituem fé perseverante.
Libertou o povo do Egito
Abriu o Mar Vermelho
Sustentou com maná
Manifestou Sua presença
Contudo, a geração que saiu do Egito morreu no deserto por incredulidade. Referências complementares:
Livro de Números 14
Primeira Epístola aos Coríntios 10:1–12
Epístola aos Hebreus
3.1 “O Senhor, tendo libertado um povo...”
A salvação histórica foi real. Houve libertação concreta. Isso revela:
A graça inicial de Deus
A ação soberana do Senhor
Mas libertação externa não garante transformação interna.
A palavra-chave é: incredulidade.
O pecado central não foi apenas murmuração ou rebeldia, mas falta de fé. A incredulidade:
Despreza a promessa
Questiona o caráter de Deus
Prefere a segurança humana à confiança divina
Sim, há um forte elemento coletivo:
A nação inteira recusou entrar na Terra Prometida.
A influência dos dez espias contaminou o povo.
A incredulidade tornou-se contagiosa.
A comunidade pode ser influenciada por vozes negativas.
O erro doutrinário pode se espalhar.
A tolerância ao pecado coletivo traz consequências sérias.
Princípio bíblico: “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (1Co 5:6).
Sim, há consequências comunitárias. Mas...
Também.
Nem todos morreram: Josué e Calebe creram.
A fé individual os preservou.
Deus trata o povo como corpo, mas também considera a resposta pessoal. Princípio: “Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).
Não basta ter “saído do Egito”.
Não basta ser membro de igreja.
É necessário perseverar na fé.
Privilégio não substitui perseverança.
Experiências espirituais não garantem salvação.
Participar da comunidade não significa ter fé genuína.
A incredulidade pode se esconder sob religiosidade.
O texto mostra que:
Deus é gracioso
Mas também é justo
A rejeição persistente da fé traz juízo
A seriedade da incredulidade
A realidade do juízo divino
A necessidade de perseverança
O perigo da apostasia
A santidade da Igreja
Na perspectiva evangélica, este texto reforça que a salvação verdadeira produz perseverança real (cf. Hb 3:14).
“Quem foi liberto do Egito precisa crer até Canaã.”
“A incredulidade coletiva começa com decisões individuais.”
“Privilégio espiritual sem fé perseverante termina em tragédia espiritual.”
“Deus salva pela graça, mas não tolera incredulidade persistente.”
Epístola de Judas 5 é um alerta à Igreja de todos os tempos:
A libertação inicial não substitui fé contínua.
A comunidade influencia, mas cada pessoa responde diante de Deus.
A incredulidade é um pecado grave.
Deus é gracioso, mas também justo.
A Igreja aprende que deve:
Guardar a doutrina
Perseverar na fé
Vigiar contra a incredulidade
Fortalecer os fiéis
Graça e paz.
Otoniel M. de Medeiros
CARSON, D. A.; MOO, Douglas J. Introdução ao Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2019.
Obra clássica no meio evangélico, com abordagem histórica, teológica e crítica conservadora. Traz excelente contextualização sobre autoria, propósito e teologia de Judas.
MACARTHUR, John. 2 Pedro e Judas. São Paulo: Cultura Cristã, 2012.
Comentário expositivo dentro da tradição evangélica reformada, com forte aplicação pastoral, análise doutrinária e defesa da perseverança na fé.
3. MEDEIROS, Otoniel Marcelino. Uso do ChatGPT: com curadoria, revisão, adaptação e organização final de Otoniel Marcelino de Medeiros, 2026.terça-feira, fevereiro 10, 2026
A GRAÇA DE DEUS PARA ENFRENTAR OS DESAFIOS DA VIDA
1. Graça: ajuda que vem do céu, não esforço humano
Na perspectiva bíblica, graça não é otimismo psicológico nem força interior autogerada. É o favor imerecido de Deus, que age em favor do ser humano incapaz de salvar-se ou sustentar-se por si mesmo:
“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2Co 12.9)
Paulo não recebe a remoção do “espinho”, mas recebe graça suficiente para perseverar. Isso revela que a graça não elimina necessariamente o sofrimento, mas sustenta o crente dentro dele. Aqui há mistério, não técnica; dependência, não autoajuda mas ajuda do alto.
2. Graça para todas as áreas da vida
a) Área espiritual
A maior necessidade humana não é externa, mas espiritual. A graça se manifesta primeiramente na salvação em Cristo:
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2.8)
Essa mesma graça que salva é a que ensina, corrige e fortalece diariamente (Tt 2.11–12). O Espírito Santo aplica essa graça ao coração do crente, gerando perseverança e esperança.
b) Área física e emocional
A Bíblia reconhece o cansaço, o medo, a angústia e o abatimento da alma:
“Por que estás abatida, ó minha alma?” (Sl 42.5)
Davi não nega sua dor, mas a submete à esperança em Deus. A graça se manifesta como presença fiel, não como negação da dor. O Senhor é apresentado como aquele que sustenta:
“Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá.” (Sl 55.22)
c) Área financeira e material
A Escritura não promete ausência de necessidade, mas promete cuidado providencial:
“O meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” (Fp 4.19)
A confiança não está na abundância, mas na fidelidade de Deus. A graça conduz o crente a viver com contentamento, mesmo em contextos adversos (Fp 4.11–13).
3. Exemplos bíblicos de sofrimento com fé mantida
Jó: fé diante do mistério. Jó sofre intensamente sem receber explicações completas. Ainda assim, afirma:
“Eu sei que o meu Redentor vive.” (Jó 19.25)
A fé de Jó não está baseada em respostas, mas no caráter de Deus. A graça aqui se manifesta no silêncio que sustenta, não na lógica que explica tudo.
José: sofrimento que não anula a providência. Traído, esquecido e preso injustamente, José mantém sua fé. Anos depois reconhece:
“Vós intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem.” (Gn 50.20)
A graça opera ao longo do tempo, muitas vezes invisível no presente.
Jesus Cristo: a graça encarnada no sofrimento. Em Cristo, a graça atinge seu ápice. Ele sofre injustamente, sem perder a comunhão com o Pai:
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lc 23.46)
Na cruz, vemos a unidade perfeita da Trindade:
O amor do Pai, que entrega o Filho (Jo 3.16);
A graça do Filho, que se entrega voluntariamente (2Co 8.9);
A comunhão do Espírito Santo, que aplica essa obra à vida do crente (Rm 8.11).
4. Fé sustentada pela graça e pelo amor de Deus
A vida cristã não é a ausência de tribulações, mas a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus:
“Em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8.37)
A vitória, na Bíblia, nem sempre é livramento imediato, mas permanência fiel. A graça sustenta, o amor envolve e o Espírito consola.
Conclusão
A fé cristã evangélica afirma que a graça de Deus é suficiente para enfrentar todos os desafios da vida, não como técnica de superação, mas como dependência contínua do Deus trino. Em Cristo, Deus entra na dor humana; pelo Espírito, Ele permanece conosco; e no amor do Pai, encontramos segurança, mesmo quando não entendemos tudo. Não fazendo opção pelos problemas, pelo sofrimento, mas a experiência com a graça ensina:
“Deus não nos abandona no meio da tempestade; Ele nos sustenta até que ela passe.”
“A esperança em Cristo não é a ausência da luta, mas a certeza da vitória.”
“Quem tem Deus, nunca perde a esperança, porque serve ao Deus que faz do impossível, possível.”
“Quando faltar tudo, ainda restará Deus, e Nele está toda a esperança.”
Lamentações 3:21-23 – “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade.”
4. MEDEIROS, Otoniel Marcelino. Uso do ChatGPT: com curadoria, revisão, adaptação e organização final de Otoniel Marcelino de Medeiros, 2026.