segunda-feira, julho 04, 2011

JESUS E O JEJUM

Ao juntar os textos seguintes sobre o jejum encontrei dificuldade de estabelecer uma relação de equilíbrio entre eles. 

1) Mt 6.17 – Jesus orienta o jejum: “Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,”

2) Mt 9.14-15 – Os discípulos de Jesus não jejuam: “14 Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? 15 E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.”

3) Mt 17.21 – Jesus destaca a necessidade do jejum em casos especiais: “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” 
 

Fiz consultas a alguns irmãos, fiquei mais satisfeito com a abordagem do pastor Zwinglio de Andrade Costa: 
 

“Otoniel,
 

No primeiro caso acho que Jesus está ensinando que o jejum, assim como a oração, não pode ser usado por vaidade pessoal (mostrar aos outros que somos espirituais). É só isto que Jesus está dizendo. Jejum como expressão da vaidade religiosa.
 

No segundo caso acho que ele refere-se ao jejum como expressão de tristeza. Nesse caso os discípulos não jejum porque não estão tristes, o seu mestre está presente. Dias virão em que jejuarão, quando houver motivos para tristeza. 
 

No terceiro caso entendo que Jesus está ensinando que, a semelhança da oração, há situações em que precisamos claramente reconhecer a nossa limitação e CLAMAR a Deus em nosso favor. Entretanto, entendo que devemos vigiar para que o jejum, como também a oração ou o dízimo, não seja usado como um suborno a Deus. O Deus que subornamos como práticas religiosas não é Deus. O jejum é uma súplica, é uma oração.
 

Zwinglio.”
 
Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém (I Coríntios 16.27).
 

Nosso abraço,
 
Otoniel M. de Medeiros

3 comentários:

Reflexões teológicas disse...

Creio que um dos desafios que a igreja enfrenta hoje quanto ao Jejum, como outras práticas de espiritualidade, é o humanismo que aos poucos nos distancia de uma comunhão mais intima com Deus. O consumismo no qual nos tornamos escravos, nos afasta gradualmente de uma relação amorosa com aquele que nos deu vida eterna. A oração, o jejum e outras práticas espirituais que eram cultivadas na idade antiga, medieval e moderna, marcaram de maneira relevante a vida de muitos Cristãos daquela época. O jejum torna-se relevante quando praticado numa busca de comunhão e intimidade, no qual nos levará a uma relação mais próxima com Pai celestial.

Reflexões teológicas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Reflexões teológicas disse...

Mestre, vale salientar que os restaurantes e a variedade de comidas da culinária brasileira são um enorme desafio para os crentes praticarem o jejum, principalmente os apreciadores em extremo.Parabéns pelo texto. Abraços.