sábado, março 06, 2021

2/13 - A BÍBLIA NÃO É REFUTADA PELA CIÊNCIA

FÉ CRISTÃ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
LEITURA BÍBLICA
2 Timóteo 3.1-7: Tempos difíceis

1.1 – INTRODUÇÃO

Ciência significa “conhecimento”. A ciência foi desenvolvida na Europa cristã por pessoas que criam que Deus criou um universo harmonioso. É indispensável distinguir entre ciência operacional (ou observacional) e ciência histórica (ou de origem). Na ciência operacional (observacional) o conhecimento é obtido por intermédio da observação e com base em testes repetíveis. Na ciência histórica, o conhecimento depende de relíquias do passado e de registros históricos. Quer sejamos criacionistas ou evolucionistas, todos usamos a mesma ciência operacional.

A ciência é uma consequência de Deus. A razão do universo ser ordenado e lógico é porque Deus, o criou assim, portanto, a ciência observacional não pode refutar a Bíblia. O criacionista concorda com a ciência observacional (operacional) mas discorda totalmente da ciência histórica (de origem). O problema não é com a ciência operacional, mas com a interpretação equivocada da história não observada. Deus, como criador do universo, nos diz pelo Gênesis como criou tudo, porque crê em informações contrárias?

2 – A CRIAÇÃO

Por aproximadamente 1.800 anos a igreja acreditou quase no mundo todo a leitura mais natural de toda a Bíblia que: (1) Deus criou o universo em seis dias literais de aproximadamente 24 horas e uma Terra jovem; (2) Ele amaldiçoou toda a criação que foi criada “muito boa”, isso depois da rebelião de Adão; (3) Ele destruiu o mundo com o dilúvio, de um ano, no tempo de Noé; e 4) Deus julgou a humanidade na Torre de Babel, separando as pessoas em diferentes idiomas.

Talvez alguém possa achar essa forma de pensar e crer, um absurdo científico. De uma forma bem simples, pesquisando no site https://answersingenesis.org que essa visão da Terra jovem é biblicamente necessária e cientificamente consistente, sólida; e que muitos cientistas respeitados hoje no mundo, todos pensam desta forma, nas evidências bíblicas. No Brasil temos o cientista Adauto Lourenço (@prof_adauto) que desenvolve com muita qualificação esse tema do Criacionismo.

“Para os criacionistas da Terra jovem, a tarefa apologética começa com a Escritura, pois é a Palavra de Deus inspirada e inerrante. Deus nos ensina a construir nosso pensamento na sólida rocha de sua Palavra (Mt 7.24-27). Não devemos nos desviar para a direita ou para a esquerda (Js 1.7-8). Devemos evitar ser levados cativos pelas tradições, filosofias e especulações dos homens, apegando-nos à Palavra de Cristo (2 Co 10.5; Cl 2.8). A Criação de Deus nos fala não verbalmente sobre sua existência e seus atributos (Rm 1.18-20); Sl 19.1; 97.6). Mas as Escrituras nos falam verbal e sinceramente sobre muito mais. E, como veremos, a Criação é amaldiçoada, enquanto as Escrituras (a Palavra escrita) não é. Sem a revelação bíblica sobre a queda do homem que impactou o cosmos, a criação dá uma mensagem confusa sobre o Criador. Portanto, começamos nossa reflexão sobre as origens (como em todas as outras áreas) com a Escritura, a Palavra santa e inerrante de Deus”. [1]

3 – MILHÕES DE ANOS? [3]

Até a maioria das pessoas na Igreja tem como certo que a Terra e o universo é muito antigo, têm milhões e até bilhões de anos. Em todo os níveis da sociedade mundial, todos vivem a ditadura da teoria do evolucionismo que tem a fundamentação na antiguidade do universo. A idade da Terra era considerada por todos os geólogos na ordem das centenas de milhões de anos. A partir de 1903 os métodos de datação radiométrica começaram a ser desenvolvidos e a idade da Terra se expandiu para 4,5 bilhões de anos e o universo a partir de 2003, teve a sua “idade” calculada em 13,7 bilhões ±200 milhões de anos. Observamos uma incoerência com a narração do Gênesis afirmando que  o universo é mais velho do que a Terra 9,2 bilhões de anos.

Pensar em se tomar cada um dos dias da criação como sendo figurativo, é querer harmonizar a Bíblia com a religião pagã do naturalismo/evolucionismo/humanismo e misturá-la com ideias evolucionistas com o big bang e uma terra muito velha. Isso é rejeitar a Palavra de Deus. O evolucionismo precisa de um universo muito antigo para desenvolver a sua teoria.

CONCLUSÃO


“Deus está escrevendo sua história aqui - neste planeta azul rodopiante. E ele colocou este globo único em um universo absolutamente enorme , que é o palco que você esperaria para um plano do tamanho de Deus. Eu diria o quão grande é o nosso universo, mas realmente não podemos ter certeza. A melhor estimativa que temos para o que podemos ver do universo é de aproximadamente 92 bilhões de anos-luz de uma ponta a outra (um ano-luz é a distância que a luz viaja em um ano). E a parte que não podemos ver pode ser muitas, muitas vezes maior do que isso. Em outras palavras, é tão grande que nossos cérebros se enredam em nós, mesmo tentando compreendê-lo”. [3]

A ciência operacional simplesmente observa a criação de Deus: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb 11.3). O criar de Deus é o “Ex-nihilo”. Criar do nada (Ne 9.6; Cl 1.16-17). Em Gn 1.1-7 Deus ordena o mundo à existência a partir do nada, e no versículo 7 ele organiza a sua criação.

As leis físicas apresentadas na Bíblia não contrariam as leis operacionais da ciência. O contrário ocorre, é que as conclusões da ciência histórica, que são teorias, contrariam a revelação da Palavra de Deus, as Escrituras. Ou seja, contrariam a revelação da Palavra: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra” (2 Tm 3.16-17).

CONFIRMAÇÃO

A Bíblia não é contraditada pela ciência histórica porque: “... homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


[1] HAM, Ken...[et al] A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.

[2] ALEXANDER, Denis R. Criação ou evolução. Viçosa, MG: Ultimato, 2017.

[3] MORTENSON, Terry. Where Did Idea of “Millions of Years” Come From?. Disponível em: https://answersingenesis.org/theory-of-evolution/millions-of-years/where-did-the-idea-of-millions-of-years-come-from/. Acesso em 06 de março de 2021.


Na paz e sempre na paz,

Parnamirim - RN, 06 de março de 2021

Otoniel Medeiros















sábado, fevereiro 27, 2021

1/13 - COMBATE AO SECULARISMO: CRIACIONISMO

 

FÉ CRISTÁ E CIÊNCIA - CRIACIONISMO
LEITURA BÍBLICA
Gênesis 3.1-24: A criação

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1.20).

1.1 – INTRODUÇÃO

Essencialmente o secularismo tem a função ideológica de descartar qualquer obrigação à autoridade de Deus e consequentemente as relações de fé em Deus. O mundo espiritual não tem nenhuma importância para o secularismo, defende um estilo de vida como se a dimensão espiritual não existisse. O secularismo é uma forma fortalecida do ateísmo, portanto, uma forma reprovável por Deus. As crianças logo no início da sua escolaridade são envolvidas pelo ensino escolar evolucionista. Crescem, e em todos os momentos da sociedade não lhe dão uma oportunidade de ter a visão criacionista, a não ser em casa ou numa igreja cristã; é a ditadura evolucionista.

O secularismo segue um princípio contrário a luz, é o inverso da “luz da aurora", com comportamento antibíblico sufoca gradualmente as convicções cristãs, escurecendo-as até leva-las à plena treva. Paulo afirma que isto é consequência do abandono de Deus pelo desprezo do conhecimento do homem por seu Criador: “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes” (Rm 1.28).

O objetivo fundamental destes textos é apresentar uma abordagem criacionista, voltada para o Criacionismo da Terra Jovem, tendo por base principal as evidências bíblicas, que é a Palavra de Deus inspirada e inerrante. Como também destacamos evidências científicas.

1.2 – VISÕES CRISTÃS SOBRE O CRIACIONISMO

É estranho, muito estranho um cristão não ser criacionista e não considerar a Bíblia como fonte de revelação de Deus. Descrevendo o pensamento cristão sobre as visões criacionistas, considerando criacionismo num sentido amplo onde se acredita que Deus é o Criador, as divergências não são sobre se as coisas foram criadas mas quando as coisas foram criadas. O que não podemos aceitar são teorias científicas que estão em conflito com as afirmações bíblicas. O pensamento cristão criacionista pode ser resumido em quatro visões: [1]

1. Criacionismo da Terra Jovem – Visão fundamentada na Escritura, como Palavra de Deus inspirada e inerrante,

2. Criacionismo da Terra Antiga – Chamado também de Criacionismo Progressivo, seus seguidores afirmam que Deus criou sobrenaturalmente diferentes tipos ou espécies em uma progressão durante um longo da história da Terra, não de uma vez ou durante seis dias.

3. Teísmo Evolucionário – Esse conceito de Criação Evolucionária ou Evolução Teísta. Os defensores do Criacionismo Evolucionário, não concordam com a historicidade bíblica de Adão e Eva.

4. Design Inteligente – Essa teoria aponta para a informação existente na natureza e não para a origem desta informação, no sentido de um designer.

1.3 – A DIMENSÃO DO SECULARISMO

O ateísmo se expressa fortemente pelo materialismo científico, que rejeita fortemente o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, e a busca da verdade é simplesmente pelo mundo material e nas relações humanas e condenando qualquer relação com o Deus Criador. A Teoria da Evolução é um agente do ateísmo que se capilariza facilmente em todos os níveis e idades da sociedade.

O liberalismo teológico relativizou a autoridade da Bíblia passando a interpretar a doutrina bíblica a partir de parâmetros filosóficos das ciências da religião. Esse liberalismo teológico não reconhece a canonicidade da Escritura, nem a historicidade dos milagres de Cristo. Aceita o Senhor Jesus apenas com um gênio religioso. Não aceita a universalidade do pecado, a doutrina da redenção e que a entrada no Reino de Deus é apenas pela prática da caridade, ou seja, salvação pelas obras.

1.4 – A VISÃO DO CRIACIONISMO

Destaquemos Hebreus 11.3: “Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível”. Portanto, por conceituação básica todos os cristãos são criacionistas. Não podemos dissociar o conhecimento pessoal de Deus pela fé de que Ele é o Criador de todas as coisas. O Credo Apostólico declara: “Creio em Deus Pai, Criador do céu e da terra”. Consequentemente são criacionistas. Não é uma questão de religiosidade mas uma fundamentação profunda de fé cristã. Há uma diferença entre os cristãos na forma de entender como Deus criou tudo.

O neurocientista Denis R. Alexander, quando escreve sobre Deus em relação à Criação e considerando a Escritura como um todo, destaca quatro pontos-chave emergentes sobre a relação entre Deus e sua criação: 1. Deus é transcendente em relação à sua criação; 2. Deus é imanente em sua criação; 3. Deus é pessoal e 4. Deus é Trinitário em sua criação.[2]

A criação tem três tempos, ou seja, a criação passada (Gn 1.1-31; Sl 102.25; Mt 25.34; Rm 1.20). A criação é uma “atividade em andamento, com Deus envolvido em bara em processos dinâmicos, como a vida e a morte”. E o terceiro aspecto é a criação futura (Is 65.17-18; Hb 1.10-12; 2 Pe 3.13; Ap 21.1; Ap 22.13).[2]

CONFIRMAÇÃO

As firmes convicções bíblicas do Criacionismo é uma das formas de combate consistente ao Secularismo que quer esmagar a vida da Igreja.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] HAM, Ken...[et al]. A origem. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019.
[2] ALEXANDER, Denis R. Criação ou evolução. Viçosa, MG: Ultimato, 2017.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos nós.

Parnamirim - RN, 27 de fevereiro de 2021

Otoniel Medeiros


sexta-feira, fevereiro 19, 2021

O TEMPO DO VINHO DE CANÁ

 


João 2.1-12

João 2: [9]Quando o responsável pela festa provou a água transformada em vinho — ele não sabia de onde tinha vindo, por mais que os serventes que haviam tirado a água soubessem —, chamou o noivo [10]e lhe disse: — Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, quando já beberam muito, servem o vinho inferior; você, porém, guardou o melhor vinho até agora!

Para os serventes o tempo do vinho era t=0, para o responsável pela festa t=T>>0. O momento era uma interferência do Criador transformando água que poderia até ser usada num ritual religioso de purificação, em vinho que nos lembra a Ceia do Senhor, o vinho símbolo do Seu sangue que nos lava dos pecados mediante o novo nascimento. Deus criou tudo em estado perfeito e encerra a criação com um casamento entre um homem e uma mulher (Gênesis 2.23-24). E neste texto de João 2.1-12, Deus revelado em Jesus começa a recriação de tudo num casamento.

Neste exemplo do vinho de Caná para uns, o vinho tinha um tempo t=0, para outros, t=T. Se existisse um laboratório de caracterização de materiais, a ciência daria para o vinho um determinado tempo bem maior do que zero; logicamente seria uma datação criteriosa e responsável mesmo não sendo verdade, porque aquele vinho era um sinal, um milagre, uma interferência criadora e transformadora de Deus.

Então não é absurdo crer que o universo não é tão velho quanto o evolucionismo defende. Como criacionista da terra jovem, posso crer também com muitas evidências científicas e partindo do princípio de que a Escritura é a Palavra de Deus inspirada e inerrante, com o pensamento construído solidamente na rocha de sua Palavra (Mt 7.24-27) procurando não se desviar para a direita ou para a esquerda (Js 1.7-8).

2 Coríntios 10: 4Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos 5e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo.


Paranamirim – RN, 19 de fevereiro de 2021


Otoniel Medeiros