terça-feira, dezembro 30, 2025
ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR
segunda-feira, dezembro 29, 2025
A GRAÇA DE DEUS: DÁDIVA SOBERANA, RESPONSABILIDADE SANTA
Biblicamente, Graça (ḥen no AT; cháris no NT) não é:
- permissão para viver sem arrependimento;
- tolerância divina ao pecado;
- indulgência sem transformação.
Graça é o favor soberano, imerecido e eficaz de Deus, pelo qual Ele concede salvação em Cristo, regenerando o pecador e conduzindo-o a uma vida transformada para a Sua glória.
- Salva (v.8),
- Exclui mérito humano (v.9),
- Produz boas obras preparadas por Deus (v.10).
- Portanto, a Graça que não gera transformação não é a Graça bíblica.
A Graça não é uma força abstrata, mas uma obra da Trindade.
O Espírito:
- convence do pecado (Jo 16.8),
- regenera (Jo 3.5),
- santifica (2Ts 2.13).
4.1 A pergunta errada
- Romanos 6.2 — “De modo nenhum!”
- A união com Cristo implica:
- morte para o pecado,
- nova vida em obediência.
A Graça não apenas perdoa o passado; capacita o presente.
Graça:
- não enfraquece o compromisso cristão,
- não reduz a santidade,
- fortalece a obediência.
A Bíblia apresenta advertências claras:
Judas 4 — “transformam em libertinagem a graça de nosso Deus”.
Receber a Graça implica:
7.2 - Andar em santidade: Hebreus 12.14.
7.3 - Produzir frutos dignos da Graça: Mateus 7.16–20.
7.4 - Glorificar a Deus com a vida: Tito 3.8.
A Graça de Deus:
- não é barata (custou o sangue do Filho),
- não é passiva (gera vida nova),
- não é permissiva (produz santidade).
Bibliografia
1. Dietrich Bonhoeffer — a Graça cara
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terça-feira, dezembro 23, 2025
O NASCIMENTO DE JESUS: DEUS CONOSCO
- Compreender o significado teológico do nascimento de Jesus;
- Reconhecer o nascimento de Cristo como cumprimento das promessas de Deus;
- Aplicar o sentido da encarnação de Cristo à vida cristã diária.
terça-feira, dezembro 16, 2025
O DIA DA BÍBLIA NO BRASIL
- Buscar a Deus com sinceridade, sabendo que Ele Se revela ao nosso coração através das Escrituras.
- Permitir que o Espírito Santo nos transforme, renovando nossa mente e guiando nossos passos (João 16:13).
- Promover a unidade cristã, pois a Bíblia nos une na verdade que liberta e no amor que constrói (Efésios 4:4-6).
- Viver a missão de Cristo, levando a mensagem da graça a todos ao nosso redor.
- Ler a Bíblia com fé é encontrar ali um compromisso de Deus para conosco — uma palavra viva que fala do amor de Deus, da justiça, da misericórdia e da esperança que temos em Jesus. Esta Palavra tem o poder de curar, restaurar, guiar e iluminar as nossas vidas.
BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
BRASIL. Lei nº 10.335, de 19 de dezembro de 2001. Institui o Dia da Bíblia. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 20 dez. 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 15 dez. 2025.
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. Dia da Bíblia: história e significado. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://www.sbb.org.br. Acesso em: 15 dez. 2025.
GONZÁLEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 2004.
terça-feira, dezembro 09, 2025
7/7 - A CONSUMAÇÃO: TUDO NOVO EM CRISTO
Texto-base: Ap 21:1–7; 2 Pe 3:13; 1 Co 15:24–28
1. INTRODUÇÃO — A ESPERANÇA QUE NÃO DESAPARECE
- Deus criou tudo bom;
- o pecado corrompeu a criação;
- Cristo veio iniciar a restauração;
- Ele virá novamente para completar o que começou.
2.1 - Apocalipse 21:1–7 — O NOVO CÉU E A NOVA TERRA
- “O mar já não existe” — símbolo do caos, do mal e da separação;
- A Nova Jerusalém — a comunidade redimida;
- “Deus habitará com eles” → a maior bênção da consumação não é uma paisagem, mas a presença plena de Deus;
- Fim do choro, morte e dor → as consequências do pecado desaparecerão para sempre;
- “Eis que faço novas todas as coisas” → o próprio Deus fala;
- “Ao vencedor herdará essas coisas” → linguagem de aliança e herança.
- Cristo subjuga todo mal,
- entrega o Reino ao Pai,
- e Deus será tudo em todos.
3. DESENVOLVIMENTO — A CONSUMAÇÃO DO REINO
- A cruz foi o golpe mortal no mal;
- a segunda vinda é o golpe final.
Romanos 8:18–23 ensina que a criação geme aguardando esse dia. A consumação significa:
- não apenas salvação individual,
- mas renovação cósmica.
- injustiça,
- velhice,
- enfermidade,
- luto,
- separação,
- pecado.
- Este é o maior prêmio do cristão:
- Deus para sempre conosco.
O cristão:
- ama o próximo,
- pratica justiça,
- busca santidade,
- serve sacrificialmente,
- porque sabe que seu Rei vem.
- o mal será destruído,
- a morte deixará de existir,
- a criação será renovada,
- e Deus habitará com Seu povo para sempre.
- manifestada em Cristo,
- aplicada pelo Espírito,
- vivida pelo Seu povo.
terça-feira, dezembro 02, 2025
6/7 - VIVENDO SOB O SENHORIO DE CRISTO
Introdução
- Submeter a Ele a mente, emoções, decisões e caráter
- Abandonar padrões deste mundo
- Seguir os valores do Reino
- Viver como discípulo, não como mero admirador
- Assumir práticas concretas que revelam que Cristo governa
A autoridade de Cristo é:
- universal — sobre céu, terra e inferno
- real — não simbólica
- eterna — não depende de circunstâncias
- pessoal — alcança cada área da vida dos Seus discípulos
- a) Identidade antes de comportamento (Mt 5:1-12). As bem-aventuranças mostram que o discípulo é antes de fazer.
- b) Justiça superior (Mt 5:20). Não é legalismo; é “mais profunda” que a dos fariseus.
- c) Transformação interior (Mt 5:21-48). Cristo foca o coração: não só homicídio, mas ira não só adultério, mas desejo impuro
- não só vingança, mas perdão não só amor ao próximo, mas também ao inimigo
- d) Piedade autêntica (Mt 6). O discípulo vive para Deus, não para ser visto: ora, jejua, dá esmolas, confia, não se preocupa.
- e) Relações governadas pelo amor (Mt 7)
- Negar-se a si mesmo — entregar a própria vontade
- Tomar a cruz — viver sacrificialmente
- Seguir Cristo — obedecer continuamente
- pureza sexual
- verdade e integridade
- domínio próprio
- escolhas feitas com sabedoria
- rejeição ao pecado e às obras da carne (Gálatas 5:19-21)
“Nisto saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” — João 13:35. O Senhorio de Cristo alcança:
- perdão ilimitado (Mateus 18:21-35)
- reconciliação (Mateus 5:23-24)
- gentileza e paciência (Efésios 4:2)
- valorização da vida
- amor ao próximo
- hospitalidade (Hebreus 13:2)
- cuidado com os pobres (Provérbios 19:17; Tiago 1:27)
“Buscai primeiro o Reino.” — Mateus 6:33. “Não podeis servir a Deus e às riquezas.” — Mateus 6:24.
O discípulo vive:
- generosidade (2 Coríntios 9:7)
- trabalho responsável (Efésios 4:28)
- contentamento (1 Timóteo 6:6)
- honestidade (Provérbios 11:1)
- mordomia fiel
“Assim brilhe a vossa luz…” — Mateus 5:16. Quando Cristo governa:
- a vida testemunha
- a fé contagia
- o caráter convence
- o amor atrai
- a prática confirma a mensagem pregada
- 1. Submeta cada área da vida a Cristo. Pergunte sempre: “Jesus é Senhor sobre isso?”
- 2. Pratique o Sermão do Monte diariamente. Ele é a agenda do Reino para o discípulo.
- 3. Deixe o Espírito Santo moldar seu caráter. Sem Ele, nenhum mandamento pode ser vivido.
- 4. Viva de modo coerente. Confessar “Senhor” exige obedecer “Senhor”.
- 5. Seja luz nos relacionamentos. Perdoe, ame, ajude, sirva, reconcilie.
- 6. Seja fiel com seus recursos. Busque o Reino acima do dinheiro.
- 7. Entenda que ética é missão. Um caráter cristão é um sermão vivo.
A ética do Reino:
- nasce do coração transformado
- expressa a santidade do Rei
- é vivida pelo poder do Espírito
- se manifesta em amor, integridade e serviço
- alcança todas as áreas da vida
- testemunha Cristo ao mundo
terça-feira, novembro 25, 2025
5/7 - O CAMINHO DA MATURIDADE NO REINO
- um mandamento — “prossigamos” (Hb 6:1)
- um processo contínuo — “transformai-vos” (Rm 12:2, no grego, metamorphoûsthe, voz passiva contínua)
- uma resposta à Palavra — renovação da mente vem da verdade revelada
- na mente (1 Coríntios 2:16)
- no caráter (Gálatas 5:22-23)
- na obediência (João 14:15)
- no serviço (Marcos 10:45)
- no amor (Efésios 5:2)
“Andai em Espírito.” — Gálatas 5:16. “O Espírito nos transforma… de glória em glória.” — 2 Coríntios 3:18. A maturidade espiritual:
- não é resultado de esforço humano isolado
- não é produzida pela religiosidade exterior
- não é alcançada pela mera informação bíblica
- Ilumina (1 Coríntios 2:10-12)
- Convence (João 16:8)
- Fortalece o interior (Efésios 3:16)
- Produz o fruto (Gálatas 5:22-23)
- Conforma à imagem de Cristo (2 Co 3:18)
4 - Os Meios da Maturidade: Palavra, Oração e Comunhão
“Desejai o puro leite da Palavra, para que por ele cresçais.” — 1 Pedro 2:2. O crescimento espiritual é impossível sem alimentação espiritual diária.
- edificar a fé
- fortalecer a doutrina
- corrigir erros
- aperfeiçoar o serviço
- gerar unidade
- fazer o corpo crescer (Ef 4:16)
amor sacrificial
humildade
domínio próprio
fidelidade
serviço voluntário
resistência ao pecado
discernimento doutrinário (Hebreus 5:14)
Pergunte-se:
- Estou mais parecido com Cristo hoje do que há um ano?
- O Espírito Santo está produzindo fruto em mim?
- Tenho vencido áreas de pecado?
- A maturidade precisa ser intencional.
O caminho da maturidade é:
- progressivo — até o fim da vida
- espiritual — obra do Espírito
- comunitário — vivido na igreja
- cristocêntrico — tendo Cristo como padrão
- esperançoso — pois a obra que Ele começou, Ele completará (Filipenses 1:6)
terça-feira, novembro 18, 2025
4/7 - REDENÇÃO E NOVA CRIAÇÃO
Introdução
O Reino de Deus não é apenas um governo divino que invade a história — é também um ato de recriação. A redenção, realizada por Cristo na cruz e aplicada pelo Espírito Santo, não se limita ao perdão dos pecados ou ao livramento da condenação; ela inaugura uma nova humanidade, uma nova geração espiritual formada por aqueles que foram regenerados e incorporados a Cristo.
Do Gênesis ao Apocalipse, a Bíblia revela o plano de Deus de criar um povo Seu — uma linhagem santa, uma nação redimida, um povo adquirido (1 Pedro 2:9). No Éden, essa vocação foi perdida; em Abraão, prometida; em Israel, prenunciada; em Cristo, cumprida; e na Igreja, manifesta.
A redenção produz uma nova identidade e uma nova herança. Em Cristo, Deus não apenas resgata, mas recomeça. Ele cria aquilo que não existia antes: homens e mulheres espiritualmente vivos, filhos do Reino inabalável, que refletem Sua glória no mundo.
Este estudo trata da obra regeneradora de Deus, da formação da nova humanidade em Cristo e da vida prática que brota dessa nova geração redimida.
“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados.” — Efésios 1:7 “Fostes comprados por preço.” — 1 Coríntios 6:20
A palavra redenção (gr. apolytrōsis) indica resgate mediante pagamento. No AT, trata-se da libertação de escravos (Levítico 25), do resgate dos primogênitos e da restauração de heranças perdidas. Paulo usa essa linguagem para mostrar que a obra de Cristo:
-
Nos liberta da escravidão do pecado
-
Cancela a dívida diante da Lei
-
Nos transfere para um novo senhorio: agora pertencemos a Deus
Redenção não é apenas libertação do passado, mas nova posição no presente: fomos inseridos no Reino do Filho (Colossenses 1:13).
“Importa-vos nascer de novo.” — João 3:7 “Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.” — João 1:12
O novo nascimento é obra soberana do Espírito (gennēthēnai anōthen, “nascer do alto”). Não se trata de reforma moral, mas de nova criação (2 Coríntios 5:17). A nova geração espiritual nasce pela:
-
Palavra — “Fostes regenerados… pela palavra de Deus” (1 Pedro 1:23)
-
Fé — por confiar em Cristo (Efésios 2:8)
-
Espírito — que vivifica o interior (Tito 3:5)
Esse novo nascimento nos insere na nova família de Deus, formando a nova linhagem espiritual prometida a Abraão: “Se sois de Cristo, sois descendência de Abraão…” — Gálatas 3:29
“Andai em Espírito e jamais satisfareis os desejos da carne.” — Gálatas 5:16 “Vós vos despistes do velho homem… e vos revestistes do novo.” — Colossenses 3:9-10
A nova geração não apenas nasce, mas é transformada continuamente. Santificação é o processo pelo qual:
-
o velho homem é mortificado
-
o novo homem é fortalecido
-
a imagem de Cristo é formada em nós (Romanos 8:29)
É o Reino de Deus crescendo dentro do discípulo, fruto de uma vida de fé, obediência e comunhão com Deus.
“De ambos fez um, e derrubou a parede da separação.” — Efésios 2:14 “Um só corpo e um só Espírito.” — Efésios 4:4
A obra de Cristo cria uma nova humanidade, rompendo barreiras éticas, culturais e religiosas. A Igreja não é uma instituição humana; é a comunidade dos regenerados, templo do Espírito, corpo de Cristo e família de Deus. A nova geração é:
-
santa — separada para Deus
-
unida — formada por todos os povos
-
missionária — enviada para fazer discípulos
-
perseverante — sustentada pela esperança
“Farei novas todas as coisas.” — Apocalipse 21:5
O plano de redenção culmina em nova criação — novos céus, nova terra, nova vida. A nova geração em Cristo participa:
-
da ressurreição
-
da herança eterna
-
do Reino inabalável (Hebreus 12:28)
-
da vida na presença de Deus sem dor, pecado ou morte
A redenção não termina na cruz — ela termina na glória.
1. Viva como quem pertence a Cristo
Você foi comprado por preço. Sua vida, suas escolhas e seus valores devem refletir o Rei que o salvou.
2. Cultive a identidade da nova criação
Rejeite definições baseadas em culpa, passado, vergonha ou fraqueza. Assuma o que Deus declarou sobre você: filho, santo, herdeiro, nova criatura.
3. Pratique a vida do Espírito
Ore, medite na Palavra, sirva, perdoe, seja generoso. O fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) revela ao mundo que você é parte da nova geração.
4. Participe da comunidade da fé
A nova geração é um povo, não indivíduos isolados. A comunhão com a Igreja é essencial para o crescimento espiritual.
O cristão vive entre o “já” e o “ainda não”. A plena redenção chegará. Essa esperança sustenta a fé em tempos de dor.
Em Cristo, Deus não apenas perdoa: Ele recria. Ele renova. Ele gera um novo povo. A redenção abre caminho para uma nova geração espiritual, nascida do Espírito, nutrida pela Palavra, moldada pela santificação e sustentada pela esperança da glória. Esta nova geração é chamada a viver hoje os valores do Reino inabalável, antecipando no presente a realidade eterna que Deus estabelecerá em plenitude.
“Assim também em Cristo todos serão vivificados.” — 1 Coríntios 15:22
Graça e paz.
Otoniel Medeiros
terça-feira, novembro 11, 2025
3/7 - O REINO QUE VEM DO CÉU
“O Reino de Deus está entre vós.” — Lucas 17:21
Introdução
Entre as expressões mais repetidas por Jesus nos Evangelhos, nenhuma é tão central quanto “o Reino de Deus”. Ele não veio anunciar uma nova filosofia, nem fundar apenas uma religião organizada, mas proclamar que o Reino de Deus havia se aproximado (Marcos 1:15). Esse Reino é, ao mesmo tempo, presente e futuro, espiritual e real, invisível e manifesto. É o governo de Deus que começou a se revelar em Cristo, continua a expandir-se pela ação do Espírito Santo e será plenamente estabelecido na consumação de todas as coisas.
Falar sobre o Reino que vem do céu é compreender o coração do Evangelho — é perceber que Deus não desistiu da Sua criação, mas está reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Coríntios 5:19), e que a Igreja é chamada a viver hoje os valores desse Reino eterno.
1 - A proclamação do Reino
“O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” — Marcos 1:15
O verbo “chegou” (no grego ēngiken) indica proximidade ativa, algo que já se fez presente. Jesus declara que o Reino de Deus invadiu a história humana. O “tempo” (kairos) refere-se ao momento decisivo da intervenção divina. A mensagem é clara: o reinado de Deus se manifesta onde há arrependimento e fé — isto é, onde corações se rendem ao senhorio de Cristo.
2 - A natureza espiritual e dinâmica do Reino
“O meu Reino não é deste mundo.” — João 18:36
Jesus não nega a realidade do Reino, mas sua origem.
Ele vem “do alto”, “de cima” (anōthen), e por isso não é sustentado por espadas, partidos ou ideologias. É um Reino que transforma o interior do homem antes de transformar estruturas externas.Seu poder não se impõe, mas convence; não domina, mas liberta.
3 - O Reino já e ainda não
“Se é pelo dedo de Deus que expulso demônios, então é chegado a vós o Reino de Deus.” — Lucas 11:20
“Venha o teu Reino.” — Mateus 6:10
Esses dois textos revelam a tensão escatológica do Reino: ele já chegou em Cristo (presente), mas ainda virá plenamente (futuro). Essa dupla dimensão — o já e o ainda não — mostra que vivemos entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Hoje, o Reino se manifesta no coração dos que creem; um dia, será visível em toda a criação renovada.
4 - O Reino e a missão da Igreja
“Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações…” — Mateus 28:19 “Pregai o evangelho do Reino em todo o mundo, para testemunho a todas as nações.” — Mateus 24:14
A Igreja é embaixadora do Reino (2 Coríntios 5:20). Sua missão não é apenas converter indivíduos, mas manifestar a presença do Rei no mundo — por meio da proclamação, do serviço, da justiça e do amor. O Reino de Deus se expande não pela coerção, mas pela transformação interior das pessoas e das culturas através do poder do Espírito.
5 - O Reino em plenitude
“Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” — Apocalipse 11:15
Aqui se cumpre o clímax da esperança cristã: o Reino de Deus plenamente instaurado. Toda injustiça será desfeita, toda lágrima enxugada, e o Cordeiro reinará com Seu povo.O Reino que hoje é invisível se tornará realidade visível e eterna.
Aplicações Práticas
-
Submeta-se ao Rei
O Reino começa no coração de quem reconhece o senhorio de Jesus. Ser cristão é viver sob o governo de Cristo em todas as áreas da vida — fé, família, ética, trabalho e relacionamentos. -
Viva os valores do Reino hoje
O Reino é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17). Onde há perdão, serviço e amor sacrificial, ali o Reino está sendo manifestado. -
Espere com esperança ativa
A esperança cristã não é passiva. Enquanto aguardamos o Reino vindouro, somos chamados a sinalizá-lo — pregando o Evangelho, promovendo a paz e cuidando da criação. -
Ame os que estão longe
O Reino é inclusivo, alcançando publicanos, samaritanos e gentios. Assim como Cristo veio buscar o que se havia perdido, a Igreja deve ser canal de reconciliação, não de exclusão.
Conclusão
O Reino que vem do céu não é um ideal abstrato, mas uma realidade viva em Cristo Jesus. Ele começou quando o Rei entrou no mundo pela encarnação, continua em nós pelo Espírito e culminará na glória do novo céu e da nova terra. Viver à luz desse Reino é andar sob o reinado do amor. É deixar que o céu molde a terra em nós — e por meio de nós.
“Porque o Reino, o poder e a glória são teus, para sempre. Amém.” — Mateus 6:13
Graça e paz,
Otoniel Medeiros