sábado, julho 07, 2012

DISCERNIMENTO, DISCERNIMENTO?

PRINCÍPIOS DE BUSCA DA REVELAÇÃO DO PROPÓSITO DE DEUS
Otoniel M. de Medeiros

                A nossa limitação em todos os níveis de vida nos leva a muitos desconfortos. O que devemos fazer? Como devemos agir? Qual a opção que devemos tomar? Como podemos abordar determinado assunto? Qual a revelação do propósito de Deus em nossa vida? Falamos de discernimento.

                O grande cuidado que devemos ter é não cair em malhas indesejadas; malhas essas tecidas até por pessoas bem intencionadas. Há malhas também confeccionadas maldosamente por oportunismo com os mais variados interesses de conquistas, aprisionamento emocional e místico.

                O teólogo John Stott, no seu livro Batismo e Plenitude do Espírito Santo, usa princípios básicos para essa abordagem, quando na década de 1960 crescia no mundo o movimento carismático. Aqui destacamos esses princípios.

1º PRINCÍPIO – Deve ser nosso anseio e obrigação de encaixar-se no propósito pleno de Deus para nós.

2º PRINCÍPIO – Devemos descobrir este propósito de Deus na Bíblia. A vontade de Deus para as pessoas está na Palavra d´Ele. A experiência nunca deve ser o critério da verdade; a verdade deve ser sempre o critério da experiência.

3º PRINCÍPIO – Esta revelação do propósito de Deus na Bíblia deve ser buscada preferencialmente nas suas passagens didáticas (nos ensinos e sermões de Jesus e escritos dos apóstolos), e não nas descritivas (narrativas de Atos, por exemplo).

4º PRINCÍPIO – Nossa motivação ao buscarmos aprender o propósito de Deus no ensino da Escritura, é prática pessoal e não acadêmica e polêmica.

CONCLUSÃO

II Tm 3.16: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;”


Romanos 12.27: “Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém”


Otoniel M. de Medeiros

terça-feira, março 20, 2012

QUEM RESSUSCITOU JESUS CRISTO?

Li diversas respostas sobre esta pergunta. Observei que as respostas distorcidas foram baseadas apenas em um versículo, sem ter uma visão bíblica geral.

Vejamos alguns textos bíblicos:

Gálatas 1.1: “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos),”

Romanos 8.11: “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

João 2.19: “Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.”

Conclusão: Paulo diz em Gl 1.1 que o Pai participou da ressurreição de Jesus Cristo; aos romanos, em Rm 8.11, que o Espírito Santo ressuscitou a Cristo e João deixa claro que o próprio Jesus afirmou que participava da sua ressurreição. A ressurreição de Jesus, é uma ação coordenada do Deus Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.

Graça e paz.

Romanos 12.27: “Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre.


quarta-feira, fevereiro 22, 2012

REVISANDO A NOSSA MATEMÁTICA

C. S. Lewis

PARECE uma brincadeira, quando eu digo que, se um relógio estiver adiantado, a coisa mais sensata a fazer é atrasá-lo? [...] Todos nós desejamos o progresso. Porém, o progresso significa chegar mais perto do lugar em que você gostaria de estar. Se você estiver virado na esquina errada, ir par frente não o fará chegar nem um pouco mais perto. Se você estiver na estrada errada, progredir significará dar meia-volta e retomar a estrada certa; e, nesse caso, o homem que voltar mais rápido será o mais progressivo. Todos nós passamos por essa experiência quando lidamos com a matemática. Sempre que faço um cálculo errado, quanto mais admitir o erro e voltar atrás para recomeçar, mais rápido estarei em condições de avançar. Ser teimoso ou recusar-se a admitir um erro não significa avanço. Acredito que, se você olhar para o estado atual desse mundo, ficará bastante claro que a humanidade tem cometido alguns erros graves. Encontramo-nos na estrada errada. E, sendo assim, temos de voltar. Voltar atrás é o caminho mais rápido para o avanço.

- de Mere Christianty [Cristianismo Puro e Simples] – Um ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

sábado, dezembro 31, 2011

LÍNGUA DESCONHECIDA

I Co 14.2:  “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.”

        Creio na vigência atual dos dons espirituais, ou dons extraordinários, conforme a Bíblia Sagrada. Eu nunca falei em língua desconhecida mas, como vi muitas pessoas cristãs sinceras, éticas falarem, tenho a ousadia de escrever sobre este assunto. Considero um lado muito bonito na expressividade deste dom e também tomando como base o relato de pessoas dedicadas que mostra a dimensão do dom, podendo ter outro, mas destaco:

1.    Quem fala em língua desconhecida fala somente a Deus (I Co 14.2).
2.    Entendo que, quem fala em língua desconhecida, está orando a Deus, louvando a Deus, dando ações de graças a Deus, fala das grandezas de Deus (At 2.11).
3.    Pessoas me relataram que em momentos especiais de oração em grupo alguém orava em língua desconhecida e outro irmão que não tinha nenhum talento poético ou até escolar interpretava de forma poética aquela oração, numa expressão de louvor a Deus, que extrapolava todos os recursos intelectuais humanos.
4. O pastor Eustáquio Lopes da Silva, um dos pioneiros da organização da Igreja de Cristo, falou para igreja local, Igreja de Cristo no Alecrim - Natal - RN, na década de 1960, que em certa noite ajoelhou-se para orar e dormir com o destaque que orava em língua desconhecida e, quando se levantou, notou que dia estava amanhecendo: passou uma noite em oração e não percebeu.

CONCLUSÃO


     Concluo que a oração em língua estranha é uma oportunidade doadora de Deus ao crente para que este o adore numa expressão acima da limitação intelectual humana. Possa ser que que tenha outras possibilidades, mas de acordo com 1 Co 14.2, é uma comunicação da pessoa para Deus e não o contrário.
 

Nosso abraço e tenhamos todos um ano novo sempre melhor no Senhor Jesus Cristo.

Otoniel Medeiros
31/12/2011

terça-feira, outubro 04, 2011

REFLETINDO SOBRE MISSÃO

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16.15).

       O mês de setembro a Igreja de Cristo no Brasil, na Região Leste, enfatiza o desafio missionário. No dizer de John Stott, “missão significa atividade divina que emerge da própria natureza de Deus”. Ainda: "Missão, antes de tudo, significa tudo aquilo que a Igreja é enviada ao mundo para fazer.” Veja o que outros escritores disseram sobre missão:

·       Dr. J. Andrew Kirk, destaca: "a Igreja é missionária por natureza ao ponto de que, se ela deixa de ser missionária, ela não tem simplesmente falhado em uma de suas tarefas, ela deixa de ser Igreja."
·       Johannes Blauw, em a Natureza Missionária da Igreja, diz que "Não há outra Igreja, que não a Igreja enviada ao mundo."
·       Charles Van Engen ao citar Dietrich Bonhoeffer diz, "a Igreja existe para a humanidade no sentido de ser o corpo espiritual de Cristo e - a semelhança de Jesus - é enviada como serva."
·       René Padilla mostra que a igreja que se compromete com a missão integral entende que seu propósito não é chegar a ser grande, rica ou politicamente influente, mas sim encarnar os valores do reino de Deus e manifestar o amor e a justiça, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário.

       Há uma sequência de envio missionário:  João 20.21:  “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” Veja também Lucas 24.49: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”

Não podemos esquecer alguns dos critérios paulinos para a anunciação do evangelho:

1. Respeitar o campo de outrem: Rm 15.20: "E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio;"  II Co 10.16: “Para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós e não em campo de outrem, para não nos gloriarmos no que estava já preparado.”

2. Buscar as pessoas e não as coisas das pessoas: II Co 12.14:  “... pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós”

3. Opções de vida para servir melhor: I Co 9.55: Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?

       Destaquemos o escritor Douglas Webster citado por John Stott: “Toda forma de missão leva alguma forma de cruz. O próprio formato de missão é cruciforme. Só podemos entender missão nos termos da cruz.”

I Pe 2.9: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" 

Nosso abraço, em Cristo Jesus, nosso Senhor,

Otoniel M. de Medeiros

quarta-feira, julho 27, 2011

JESUS É DEUS?

(Lucas 23.39-43)

                A conversa (conversa?) do Calvário ecoa no tempo: a opção da rejeição, de um dos malfeitores, a da aceitação do outro  e a mensagem de amor – Jesus, nos fala muito forte.

Lucas 23: 39  E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. 40  Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? 41  E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. 42  E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. 43  E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

                Um dos assaltantes, da aceitação, disse “Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?” Ele cria que Jesus é Deus, o Senhor não o corrigiu. Ele entendeu o sentido do perdão, da redenção em Jesus e vida depois da vida. Foi perdoado.

                Parece que hoje é mais cômodo crer depois de tanta caminhada da humanidade na linha do tempo. Temos a Bíblia de forma cômoda, para isto muitos deram a sua vida. O Senhor Jesus ressuscitou, foi recebido acima na glória,  o Espírito Santo presente na vida da Igreja como uma confirmação da obra redentora de Jesus. Lucas 12.48b: “E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.”

Agora crer em Jesus para a vida eterna estando nivelado, na dimensão humana, na cruz com Deus, por razões opostas, é muito mais difícil. O malfeitor da aceitação derrubou qualquer argumento para não crer no Senhor, para não crer em Deus.

                Este exemplo de crer não deixa nenhuma margem de folga para não crer em Jesus como o Deus manifestado em carne. I Timóteo 3.16: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”

Muitos “teólogos” precisam aprender com o ex-malfeitor da cruz, o da aceitação. Resta-nos orar e agir para que outras pessoas venham conhecer o Evangelho e crer no Senhor Jesus e, crendo, tenham vida eterna no seu nome (João 20.31).

Sim, Jesus é Deus.

A graça seja com todos nós. Nosso abraço.

Otoniel M. de Medeiros