“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram.”
A carta de Judas é um alerta pastoral urgente contra falsos mestres e contra a apostasia. No verso 5, Judas inicia uma sequência de exemplos históricos de juízo divino (Israel no deserto, anjos que pecaram e Sodoma e Gomorra). Aqui aprendemos uma verdade solene: Privilégios espirituais não substituem fé perseverante.
Libertou o povo do Egito
Abriu o Mar Vermelho
Sustentou com maná
Manifestou Sua presença
Contudo, a geração que saiu do Egito morreu no deserto por incredulidade. Referências complementares:
Livro de Números 14
Primeira Epístola aos Coríntios 10:1–12
Epístola aos Hebreus
3.1 “O Senhor, tendo libertado um povo...”
A salvação histórica foi real. Houve libertação concreta. Isso revela:
A graça inicial de Deus
A ação soberana do Senhor
Mas libertação externa não garante transformação interna.
A palavra-chave é: incredulidade.
O pecado central não foi apenas murmuração ou rebeldia, mas falta de fé. A incredulidade:
Despreza a promessa
Questiona o caráter de Deus
Prefere a segurança humana à confiança divina
Sim, há um forte elemento coletivo:
A nação inteira recusou entrar na Terra Prometida.
A influência dos dez espias contaminou o povo.
A incredulidade tornou-se contagiosa.
A comunidade pode ser influenciada por vozes negativas.
O erro doutrinário pode se espalhar.
A tolerância ao pecado coletivo traz consequências sérias.
Princípio bíblico: “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (1Co 5:6).
Sim, há consequências comunitárias. Mas...
Também.
Nem todos morreram: Josué e Calebe creram.
A fé individual os preservou.
Deus trata o povo como corpo, mas também considera a resposta pessoal. Princípio: “Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).
Não basta ter “saído do Egito”.
Não basta ser membro de igreja.
É necessário perseverar na fé.
Privilégio não substitui perseverança.
Experiências espirituais não garantem salvação.
Participar da comunidade não significa ter fé genuína.
A incredulidade pode se esconder sob religiosidade.
O texto mostra que:
Deus é gracioso
Mas também é justo
A rejeição persistente da fé traz juízo
A seriedade da incredulidade
A realidade do juízo divino
A necessidade de perseverança
O perigo da apostasia
A santidade da Igreja
Na perspectiva evangélica, este texto reforça que a salvação verdadeira produz perseverança real (cf. Hb 3:14).
“Quem foi liberto do Egito precisa crer até Canaã.”
“A incredulidade coletiva começa com decisões individuais.”
“Privilégio espiritual sem fé perseverante termina em tragédia espiritual.”
“Deus salva pela graça, mas não tolera incredulidade persistente.”
Epístola de Judas 5 é um alerta à Igreja de todos os tempos:
A libertação inicial não substitui fé contínua.
A comunidade influencia, mas cada pessoa responde diante de Deus.
A incredulidade é um pecado grave.
Deus é gracioso, mas também justo.
A Igreja aprende que deve:
Guardar a doutrina
Perseverar na fé
Vigiar contra a incredulidade
Fortalecer os fiéis
Graça e paz.
Otoniel M. de Medeiros
CARSON, D. A.; MOO, Douglas J. Introdução ao Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2019.
Obra clássica no meio evangélico, com abordagem histórica, teológica e crítica conservadora. Traz excelente contextualização sobre autoria, propósito e teologia de Judas.
MACARTHUR, John. 2 Pedro e Judas. São Paulo: Cultura Cristã, 2012.
Comentário expositivo dentro da tradição evangélica reformada, com forte aplicação pastoral, análise doutrinária e defesa da perseverança na fé.
3. MEDEIROS, Otoniel Marcelino. Uso do ChatGPT: com curadoria, revisão, adaptação e organização final de Otoniel Marcelino de Medeiros, 2026.
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