sábado, junho 29, 2013

LIVRES DA TIRANIA DA URGÊNCIA

 


Eclesiastes 3.1: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". 


INTRODUÇÃO

Livres da Tirania da Urgência é um livro escrito por Charles E. Hummel e publicado pela Editora Ultimato em 2011.

“Ponha as primeiras coisas em primeiro lugar e teremos as segundas a seguir; ponha as segundas coisas em primeiro lugar e perderemos ambas” (C. S. Lewis).

S. Tiago na sua carta cap. 4.13-17, fala da falibilidade humana e Provérbios 16 destaca a dependência humana de Deus; mesmo assim podemos planejar e separar o URGENTE do que é IMPORTANTE e pedirmos a bênção do Senhor para a nossa vida.

O TEMPO

Santo Agostinho (354-430 d.C.) disse: “O que, então, é o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; mas se eu desejá-lo explicá-lo a alguém que poderia perguntar-me, eu simplesmente não sei.”

Numa visão teologica se diz que o tempo é esta experiência que vivemos unindo a eternidade passa à eternidade futura.

  • O tempo pode ser visto como um produto, uma oportunidade, ocasião especial, um evento oportuno ou uma pausa para amadurecer uma decisão ou ação.
  • O tempo pode ser externo e interno: o externo sendo uma medida comum e o interno dependendo de cada um (medido e vivido).
  • O tempo é muito conhecido pelos seus efeitos.
  • O tempo pode ter uma visão cultural (viver em função do relógio ou de eventos).

PRÁTICAS DE VIDA

Jonh Wesley: “Apesar de estar sempre agindo com rapidez, eu jamais estou com pressa, porque nunca assumo mais trabalho do que posso realizar com a necessária paz de espírito.”

Lutero: “Existem dois dias em meu calendário: hoje e aquele dia.”

Paulo, apóstolo: Fp 3: “13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, 14 Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

CONCLUSÃO

  • A vida é uma rua de mão única. Não importa quantos desvios façamos, nenhum deles nos leva de volta.
  • Façamos o melhor com o que somos e temos.
  • Simplesmente o tempo não nos torna melhores.
  • O conhecimento para o viver cristão vem através das Escrituras e da experiência.

O apóstolo Paulo liga o presente com o futuro no seguinte mandamento e promessa:

Tt 2: “12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, 13 Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; 14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.”

Romanos 12.27: “Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”


Otoniel Marcelino de Medeiros 

domingo, maio 05, 2013

FAMÍLIA: CRIAÇÃO DE DEUS


Otoniel Marcelino de Medeiros

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gn 1.27) .

INTRODUÇÃO

Deus cria do nada pela ação do seu amor todas as coisas na sequência: no primeiro dia (Gn1.1-5) a luz; no dia seguinte (Gn 1.6.-8) fez a expansão (céu) separando as águas superiores e inferiores; no terceiro dia criativo (Gn 1.9-13); fez aparecer a porção seca (terra), definiu os mares e na terra a vida vegetal começa a brotar; os estabelecimento dos astros celestes é o quarto dia (Gn 1.14-19); as água e os ares são preenchidos com a vida pelos seres das águas e pelas aves, trazendo o quinto dia (Gn 1.20-23); o sexto dia é áureo porque nele Deus cria a família, macho e fêmea (Gn 1.27).
O Salmo 19.1, poeticamente canta a beleza da criação divina: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos."
A família faz parte do projeto maior de Deus, é um ato criativo que passa pelos toques das suas mãos, o Senhor Jesus participa a execução do projeto de Deus Pai, o Espírito Santo é Mantenedor da realidade criativa de Deus.
A família é o ponto máximo da criação de Deus, criada pelo toque preciso das suas mãos, e como toda a criação, a família foi criada num estado "que era muito bom" (Gn 1.31).

O TRAUMA DO PECADO

O homem era essencialmente vegetariano (Gn1.29) e os animais, herbívoros (Gn1.30), foram criados ecologicamente corretos. A família como os demais animais, eram condicionados a multiplicação, portanto era um estado  intermediário, em relação ao que havemos de ser na dimensão ressurrecta (I Ts 4.13-18), mais "evoluídos" do que o nosso estado hodierno. O homem não evoluiu, mas regrediu. Vivemos hoje uma deformação espiritual, moral e física.
Numa eternidade futura, os salvos em Cristo Jesus, na dimensão de corpos glorificados, estará pleno tanto quantitativamente como qualitativamente, como os anjos: "Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus" (Mc 12.25).
No jardim do Éden a família tinha a opção da árvore da vida (Gn 3.22) para viver ou escolher a árvore do conhecimento do bem e do mal,  para a morte (Gn 2.17). A morte foi escolhida e retransmitida a todos: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). Um mistério é em relação aos anjos, que apenas uma parte tornou-se rebelde aos propósitos de Deus. A condição de geração de semelhantes, não ocorrendo com os seres angelicais, nos dá uma aparência deste "repasse" pecaminoso. E a idéia que temos é de uma criação já quantitativamente plena de anjos. Os humanos estão todos em pecados: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 5.23). Há uma intrínseca relação da natureza pecaminosa humana na questão da concepção de um novo ser: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl 51.5).
Concluímos que a humanidade, numa atitude familiar, foi amorosamente criada por Deus, num contato pessoal, podendo escolher a vida ou a morte, e desastrosamente escolheu a morte. Fez opção pela decadência espiritual e material, optou pela inversão de valores. Houve a necessidade da família ser submetida a prova de resistir ao conhecimento do bem e do mal, infelizmente foi vencida. A partir daí não mais poderia participar da árvore da vida, para não viver eternamente em pecado, Deus providencia um único recurso de salvação: O Senhor Jesus Cristo (Gn 3.15).
Com o pecado o mundo em todos os níveis foi afetado, a terra passou a ser maldita, o trabalho assumiu o peso da dor, a natureza passou a ser agressiva, sofrendo também a morte termodinâmica, com o desgaste crescente, a natalidade passou a ter a dimensão da dor, a verocidade passou a ser a característica animal, deu-se o início humano para resolver os problemas na improvisação e os crimes começaram a surgir no ambiente familiar (Gn 3; Gn 4).
O nosso mundo, toda essa cruel realidade que vivemos é conseqüência opcional humana pelo pecado, de uma sociedade principada por Satanás, que já está julgado (Jo 16.11), tendo levado as famílias a um distanciamento de Deus com profundas infelicidades humanas.
A árvore da vida tem um único caminho, em Gn 3.24 temos: "E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida."  O versículo não fala em caminhos, o caminho. Para voltarmos ao estado inicial de comunhão com Deus há apenas um caminho, claro que é o Senhor Jesus Cristo, e ele mesmo deixa a questão muito clara: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14.6).
O casamento é uma união de tal profundidade que os dois se tornam uma carne só (Gn 2.24). O apóstolo destaca a seriedade do casamento: "Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido" (Ef 5.23-33).

DEUS CONVIDA FAMÍLIAS PARA DESAFIOS

Deus sempre tem interferido na história humana usando famílias para o bem comum da humanidade.

·         Para a  administração ecologicamente sustentável, convidou a família Adão e Eva. Infelizmente falharam.
·         Noé com a família, a Bíblia diz "divinamente avisado das coisas que ainda não se viam temeu, e, para a salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi herdeiro da justiça que segundo a fé" (Hb 11.7). Noé com a família cumpriu a missão.
·         Abraão com Sara também sendo chamados por Deus para cumprirem a missão da vida e da bênção continuada para todas as gerações do povo de Deus, combateu o bom combate.
·         Deus também escolheu José e Maria para encarnar o Verbo, Jesus o Senhor dos senhores; e por intermédio dessa família beneficiando todo o gênero humano, o Verbo se fez carne entre os homens e hoje o Espírito Santo na composição da Igreja sela os que crêem em Jesus para o dia da redenção (Ef 1.13), mantém entre nós o ministério da consolação.

Deus sempre escolhe famílias para determinadas missões e toda a composição  familiar, pais e filhos são responsáveis em conjunto e individualmente pelo  bom desempenho para os reais e nobres objetivos sejam alcançados. Dentro desta visão qual o desafio para a nossa família?

UM PARÂMETRO FAMILIAR INDISPENSÁVEL

Pelo fato de Maria ter sido engrandecida pelo Senhor (Lc 1.46) o ambiente familiar do casal não conflitava com determinações de Deus do amor e da submissão (Ef 5.23-33). O lar deve ter a presença paterna de definições de liderança, no amor. Mesmo Maria engrandecida por Deus, para se refugiarem no Egito o anjo do Senhor apareceu a José em sonho (Mt 2.13) o que providenciou a referida fuga das atrocidades de Herodes. O retorno para a Galiléia teve também o mesmo princípio (Mt 2.20-23).
Hoje há um reconhecimento social generalizado das imposições de limites que os pais devem definir nos seus lares para o bom encaminhamento dos filhos para a vida; no respeito humano e na dignidade de vida.

CONCLUSÃO

O Senhor Jesus: "e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição" (Ml 4.5). Temos como família, a grande responsabilidade diante de Deus, mantermos a nossa família equilibrada em todas as dimensões da vida para o bem geral da sociedade, também.
As pessoas devem ser preparadas para a vida, como Jacó, no livro de Gênesis, lançou-se em busca do valores humanos, mas com a sensibilidade de família e o compromisso com Deus (Gn 28.10-17).

Que a graça do nosso Senhor Jesus continue crescente em cada uma das nossas famílias.



Otoniel Marcelino de Medeiros

sábado, dezembro 29, 2012

LIVRES DO AGENTE OPRESSOR


O agente opressivo reduz à sujeição. Há um momento de arrancar esse agente, que machuca, fere e escraviza. Assim Isaque profetizou para Esaú: “Você viverá por sua espada e servirá a seu irmão. Mas, quando você não suportar mais, arrancará do pescoço o jugo.” (Gn 27.40 - NVI)

Jabez (o que provoca dores) poderia ficar limitado, bloqueado pela origem do seu nome, mas superou, conforme I Cr 4: “9  E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. 10  Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.”

O Senhor Jesus é libertação, Is 61: ”1  O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; 2  A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;”

“Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém” (Rm 16.27).

Otoniel M. de Medeiros

terça-feira, novembro 20, 2012

O ESPÍRITO SANTO E A IGREJA

INTRODUÇÃO

No início de tudo o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas (Gn 1.2) e a vida surgiu, tudo muito bom surgiu. Hoje o mesmo Espírito foi derramado na igreja (Jl 2.28) originando uma nova criação: o batismo com o Espírito Santo, a plenitude do Espírito Santo, o fruto do Espírito e os dons espirituais.

BATISMO NO ESPIRITO SANTO

Ao nascer de novo (Jo 3.3), quando o Espírito de Deus se une ao espírito do humano, acontece o batismo com ou no Espírito Santo: I Co 12.13: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”

Havia a promessa de Deus do derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne (Jl 2.28) - judeus, samaritanos, gentios e prosélitos.

Este derramamento acontece: sobre os judeus em At 2.1-13; samaritanos, At 8.17; gentios At 10.44 e sobre os prosélitos em At 19.6.

PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO (Um relacionamento com os outros e com Deus)

Efésios 5:  18  E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; 19 Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; 20  Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; 21  Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.

O FRUTO DO ESPÍRITO (Um relacionamento com os outros e consigo)

Gálatas 5.22: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”

OS DONS ESPIRITUAIS (Textos: I Co 12;  Rm 12.3-8; Ef 4.7-12 e I Pe 4.10-11)

 O Novo Testamento relaciona no mínimo 20 dons espirituais, conforme os textos acima, que são: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, curar, milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedades de línguas, interpretação de línguas, apóstolos, mestres ou doutores, socorros, governos (exercer liderança), ministério (servir), ensinar, exortar (animar), repartir (contribuir), misericórdia, evangelistas e pastores.

CONCLUSÃO

“O batismo com o Espírito Santo, que é um dom inicial que Deus nos dá quando nos toma para sermos seu povo. O perdão e o dom do Espírito Santo são o verso e anverso da salvação ampla que Cristo nos dá.

Precisamos buscar cada vez mais a plenitude do Espírito Santo, através do arrependimento, fé e obediência e, também continuar semeando no Espírito, de modo que seu fruto cresça e amadureça em nosso caráter.

Os dons espirituais são capacitações múltiplas e variadas para o serviço.”


Em Cristo Jesus nosso Senhor,

Otoniel M. de Medeiros

Bibliografia: Batismo e Plenitude do Espírito Santo – John Stott