sexta-feira, julho 06, 2018

ESTER, A ESTRELA DOS JUDEUS

ESTER, A ESTRELA DOS JUDEUS
Otoniel Medeiros
Parnamirim-RN, 01 de junho de 2018

Et 4.16: "Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei". 

INTRODUÇÃO 

O livro de Ester apresenta, nas entrelinhas, Jesus Cristo como Nosso Advogado e que Deus reina. Embora o nome de Deus não seja mencionado no livro, este livro tinha de passar pelas mãos do censor persa; embora pudessem eliminar seu nome, não podia eliminar Deus. O livro de Ester é conhecido como “O Romance da Providência”. Deus usa Mordecai e Ester para livrar os judeus do extermínio, o que seria das profecias, de Jesus e da Igreja? A perseguição ao povo judeu e a busca do seu aniquilamento é um confronto com os projetos de Deus para o nosso mundo. 

DESTAQUES 

  • Há sempre uma coisa a fazer – faça o que é certo, e deixe o resto com Deus.
  • Deus enfrenta as emergências com vidas humanas que ele remiu e preparou.
  • A oração movimenta a mão que move o mundo.
  • Os que andam em santa segurança em Cristo poderão andar em santa segurança entre os homens.
  • Os pioneiros de Deus deixam tudo – para ganhar tudo.
  • Os que servem nos palácios guardem seu coração das tentações do poder ou do silêncio.
  • Não adianta gastar tempo planejando formas de resistir ao Estado despótico quando não se valoriza o tempo de jejum e oração para receber a direção de Deus. 

CONCLUSÃO 

  1. Mesmo quando a presença de Deus não é aparente, ele está trabalhando em favor do seu povo.
  2. Uma conspiração que pretendia destruir todos os judeus, resultou numa festa que ajudou a uni-los   como único povo.
  3. Os judeus não tocaram a mão nos bens de seus inimigos
  4. O que garantiu a sobrevivência judia foi apenas a graça de Deus.

A paz e sempre na paz,

Otoniel Medeiros


Referência bibliográfica

Ferreira, Franklin. Contra a idolatria do Estado: o papel na política. – São Paulo: Vida Nova, 2016.

sábado, fevereiro 24, 2018

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ


JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
(Resumo)

INTRODUÇÃO
                            
Justificar significa tornar justo, restituir à inocência. A justificação bíblica tem um sentido prático mais profundo do que o aspecto puramente judicial, é um processo mediante o qual o erro é corrigido, o mal se torna bem e o bem se torna melhor. A justificação é o ato judicial de Deus para o pecador que deposita sua confiança unicamente em Cristo, portanto, declarado justo aos Seus olhos, e livre de toda culpa e punição.

Regeneração é revificação, refortalecimento, recuperação moral e ou espiritual. É uma grande transformação em todos aqueles que creem no Senhor Jesus, essa transformação é intimamente ligada ao arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Cremos que a regeneração é um ato irreversível de Deus.

Novo nascimento ou ato regenerador, é a concessão da natureza divina ao homem (2 Pe 1.4). O Espírito Santo é o agente da transmissão dessa nova natureza. É o momento em que o Espírito de Deus se une ao Espírito do homem. Regeneração cristã é uma geração divina (procriação). O nascimento é a condição de vida. Regeneração é um ato e não processo. Uma vez nascido, nascido para sempre.

Santificação do nosso estado e a justificação trata da nossa posição. Na justificação somos declarados justos, na santificação nos tornamos justos. A justificação nos torna seguros, a santificação nos faz sadios. Até ao pé da letra, por falta de santidade, muitos estão doentes e outros até já morreram (1 Co 1.30).

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Consciência é o senso abstrato de retidão e de erro. “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2), disse Jó. Este é o grande problema que incomoda a vida do pecador. O senso de pecado e da existência de Deus são universais na natureza humana e a experiência leva essa sensibilidade para à consciência através da observação e da reflexão.

A justificação pela fé é o tema central das duas epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Foi o foco dos reformadores e na realidade a essência da mensagem do apóstolo Paulo. “Lutero, orientado por sua profunda experiência sustentou que a Justificação pela Fé era o artigo de uma igreja que se conservaria de pé ou cairia; e o Dr Edward Harold Browne acrescentou que é também o artigo de uma alma que se mantém de pé ou cai.” – Moule.

“Para Tomás de Aquino e Pedro Lombardo, dentre outros eruditos da escola da Idade Média, a justificação tinha um sentido semelhante ao da regeneração; e no decreto do Concílio de Trento, a justificação é considerada equivalente à santificação, sendo ali descrita como ‘não a mera remissão dos nossos pecados, mas também a santificação e a renovação do homem interior’.” – Moule.

Então, a justificação diz respeito à nossa posição perante Deus judicialmente, e não ao nosso estado de vida moral e espiritual. “A justificação no presente da vida do cristã, e se estende em duas direções: o passado e o futuro. Trata do pecado e da culpa de ambas, judicialmente, e estabelece o crente com eternamente justo na presença de Deus.” – Bancroft.

O homem trabalha a justificação muito diferente do tratamento de Deus, o método é divino e não humano. O homem justifica o inocente, Deus justifica o culpado; o homem justifica à base do mérito; Deus justifica à base da misericórdia, diz Bancroft. Rm 8.33: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justiça”. Ainda, Rm 3,24: “justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.

Portanto, o homem é justificado ou considerado reto no sangue de Cristo, ou seja, à base da morte propiciatória de Cristo.

CONCLUSÃO

1 João 5

18 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado, aquele que nasceu de Deus o proteja, e o Malígno não o atinge.

19 Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Malígno.

20 Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Na paz e sempre na paz,

Otoniel Medeiros

terça-feira, janeiro 14, 2014

PERDÃO OU TOLERÂNCIA?

(Referência bibliográfica: O Mal e a Justiça de Deus – N. T. Wright; Editora Ultimato)

Mateus 6.12: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”

As vezes conseguimos, pela graça de Deus, hoje sermos melhores do que ontem e amanhã melhores do que hoje: "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18)". O perdão é uma dessas variáveis restritivas do aperfeiçoamento da vida relacional.

Perdão não é:

- O mesmo que tolerância.
- Sinônimo de inclusão.
- Indiferença, seja ela pessoal ou moral.

O perdão é:

- Levar o mal a sério.
- É dar nome ao mal e envergonhá-lo.
- Não permitir que o mal determine o tipo de pessoa que seremos.

Perdoar é um ato de coragem onde se faz tudo ao alcance para “retomar um relacionamento adequado com o ofensor depois que o mal for tratado.”

Sabemos que o perdão é muito difícil de praticar e receber – “e difícil também no sentido de que, uma vez em prática, ele é poderoso; diferente da falsa tolerância, que se limita a seguir a lei da menor resistência.”


Na paz e sempre na paz,

Otoniel Medeiros

domingo, janeiro 12, 2014

DEUS VAI A UMA FESTA


Otoniel M. de Medeiros

João 5.1-9 (A cura de um paralítico no tanque de Betesda)

INTRODUÇÃO

Misericórdia é um termo amplo que se refere a benevolência, perdão e bondade em uma variedade de contextos éticos, religiosos, sociais e legais. Jesus foi à Jerusalém para um festa, possivelmente a Páscoa de 28 d.C. Mesmo indo para uma festa primeiro passou no local talvez mais triste da cidade onde só havia enfermos cegos, coxos e paralíticos; e, neste local, escolheu um homem para curar doente há 38 anos.

Misericórdia é Deus não nos castigando, apesar de merecermos; graça é a bondade de Deus em nós sem merecermos. Misericórdia é a libertação do castigo e graça é a bondade de Deus sobre nós.

DESTAQUES

Jesus pergunta ao paralítico: "Queres ser curado?". O Dr Shedd comenta que Deus não dá Sua salvação a quem não quer (Jo 3.16; Mt 11.28).

N. Hom destacando essa cura: 1) Jesus viu o paralítico - iniciativa divina (Jo 4.19); 2) Jesus sabia - compaixão divina (Rm 8.29); 3) Jesus indagou e mando - cooperação e motivação divinas.

O paralítico sofria em consequência do pecado e já no templo quando o ex-paralítico identifica que foi Jesus que o curou, Jesus recomenda que "não peques mais".

CONCLUSÃO 

  • O tempo não anula pecados. A culpa não é lavada pelo tempo, mas pelo a arrependimento e consequentemente pelo sangue de Cristo. 
  • Festas sem a prática do amor ao próximo, nos deixa desconfortável.
  • A cura do paralítico não cancelou a oportunidade de outro ser curado no Tanque de Betesda. (Rm 2.11).
A Igreja vive a escatologia inaugurada: período compreendido entre a vitória de Cristo (morte ressureição e glorificação) sobre o mal e o mundo vindouro (novos céus e nova terra, Ap21). N. T. Wright: "Temos o direito de agir como o irmão mais velho e não participar da festa; Deus tem a soberania de argumentar conosco, porém, o novilho cevado será servido - quer participemos ou não.

Neste período da escatologia inaugurada, o nosso pecado nos condiciona ao tanque de Betesda, mas somos visitados pelo Espírito Santo que nos cura, nos salva e nos mantém. Já há uma festa cósmica pela vitória de Cristo. Aleluia.

Na paz e sempre na paz,

Otoniel M. de Medeiros